
Vai ou não vai? Dúvida sobre Cleitinho bagunça eleição em MG
Líder em pesquisas, senador Cleitinho tem dado sinais trocados sobre candidatura ao governo de Minas Gerais

Belo Horizonte – O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera a maioria dos cenários em pesquisas para o governo de Minas em 2026, mas joga para o futuro a confirmação da candidatura e envia sinais contraditórios que embaralham alianças e travam o desenho eleitoral no estado.
À espera de uma eventual desistência de Cleitinho estão outros pré-candidatos, principalmente os do campo da direita. Mateus Simões (PSD), o atual governador, gostaria de ter o senador a seu lado para crescer nas pesquisas.
Já o PL ainda busca um palanque em Minas para o presidenciável Flávio Bolsonaro. Mateus é uma opção, mas está compromissado com a pré-candidatura de Romeu Zema (Novo) ao Planalto.
Outra possibilidade seria lançar um candidato próprio, que seria Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias de MG (Fiemg).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesFenômeno nas redes sociais, Cleitinho representa um sentimento antissistema na política e tem força no interior de Minas. Ele só fica atrás em pesquisas em um cenário da Atlasntel que leva em conta o apoio do presidente Lula ao senador Rodrigo Pacheco (PSB).
As movimentações de Cleitinho e aliados
Apesar da expectativa de adversários por sua desistência, Cleitinho fortaleceu sua pré-campanha nos últimos dias. Tirou do Novo seu irmão gêmeo, Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis (MG), e levou para o seu Republicanos.
Também se aproximou de quem é pré-candidato ao Senado supostamente pelo grupo de Mateus Simões: Marcelo Aro, ex-secretário de Governo quando Romeu Zema era governador.
Jogando outro sinal, o irmão de Cleitinho apoiou publicamente outro pré-candidato ao Senado por Minas, o do PL, que é o deputado federal Domingos Sávio. “Meu senador”, escreveu Gleidson em post sobre o lançamento da pré-candidatura de Domingos Sávio.
Articulações
Em uma composição pensada no grupo político de Simões, o irmão de Cleitinho poderia ser candidato a vice na chapa, se o senador não disputasse.
Quem fica mais isolado nessa movimentação é o senador Carlos Viana, que se filiou ao PSD de Simões para tentar a reeleição.
A corrida eleitoral em Minas
Em pesquisa AtlasIntel divulgada na quarta-feira (1º/4), Cleitinho lidera cenários de primeiro turno.
No primeiro quadro testado pelo levantamento, Cleitinho tem 32,7% das intenções de voto, contra 28,6% de Rodrigo Pacheco (PSB). A seguir, aparece o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que marca 11,7%.
O senador Carlos Viana (PSD) assinala 7,5%, e o vice-governador Mateus Simões (PSD), 6,2%. O ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) registra 4,0%, e o advogado Ben Mendes (Missão), 3,7%.
Votos em branco e nulos são 1,8%. Outros 3,8% não souberam responder.
Num cenário em que Lula apoia Pacheco, o senador agora no PSB tem 37,9% das intenções de voto. Cleitinho, por sua vez, pontua 34,2%. Simões, apoiado por Bolsonaro e Zema, anota 11,5%. Aqui, Gabriel Azevedo atinge 4,2%, e Ben Mendes, 2,3%.
Segundo turno
Em uma eventual disputa com o senador Rodrigo Pacheco (PSB), Cleitinho aparece com 47% das intenções de voto, contra 42% do adversário. Já em um cenário de embate com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), a vantagem é 51% a 36%.













