Indefinição de Cleitinho e Pacheco mantém aberta disputa por MG
Indefinição de políticos mineiros embaralha disputa a nível nacional, com Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ainda sem palanques em MG
atualizado
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Belo Horizonte — Acabou a janela de trocas partidárias, mas a política de Minas Gerais segue em um “nó cego” difícil de desatar e os mineiros ainda não sabem quem estará nas urnas em outubro disputando o governo do estado. Líderes nas pesquisas, os senadores Cleitinho (Republicanos) e Rodrigo Pacheco (PSB) são pré-candidatos que resistem em confirmar que vão concorrer, deixando a disputa em aberto.
Acenos públicos entre os possíveis pré-candidatos Cleitinho e Mateus Simões (PSD) são mais um sintoma de um cenário de impasse que dificulta o desenho das eleições em 2026 e impacta diretamente a formação de palanques nacionais, influenciando palanques no estado-chave da disputa.
Líderes das pesquisas a nível nacional, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ainda não têm palanque definido em Minas.
Simões assume publicamente que estará na disputa em 2026, mas tem pontuação tímida nas pesquisas. Ele conta, porém, com a possibilidade de Cleitinho não levar a candidatura até o final. O senador do Republicanos tem se movimentado, mas disse que deixou a decisão para junho.
Cleitinho construiu uma imagem de independência, mas mantém forte conexão com pautas e bases do bolsonarismo. Contudo, ainda não conquistou o apoio de Nikolas Ferreira (PL-MG) e, consequentemente, do PL — partido com maior influência na direita.
Já Rodrigo Pacheco tem sido fortemente associado ao presidente Lula, inclusive participando de agendas com o petista no estado, embora não seja um nome orgânico da esquerda. Recentemente, ele trocou de partido, saindo do PSD rumo ao PSB, em meio às expectativas de concorrer ao governo de Minas com apoio do atual chefe do Executivo.
Como Cleitinho, porém, ele resiste a declarações mais incisivas sobre concorrer e diz que a decisão precisa ser construida nas bases.
Movimentações de Cleitinho
Cleitinho e Mateus Simões têm trocado comentários positivos nas redes sociais, movimento que chama atenção por aproximar nomes cotados para enfrentar um embate pelo mesmo cargo em Minas.
A aproximação é ainda mais simbólica porque ambos orbitam o mesmo campo político e tendem a disputar um eleitorado semelhante, ligado à direita e ao bolsonarismo mineiro. Em condições mais tradicionais, estariam em rota de colisão. No atual contexto, porém, aparecem trocando afagos. Segundo interlocutores, os dois têm mantido diálogo para tentar unificar o campo conservador.
Na última interação, na segunda-feira (6/4), Cleitinho comentou em uma publicação de Simões no Instagram: “Vamos juntos, governador, conte comigo”. E o pessedista respondeu: “Grato pelo seu apoio. Juntos por Minas”.

Questionado sobre a possibilidade de uma chapa com Simões, no entanto, o senador Cleitinho não retornou até a publicação desta reportagem.
Diante desses impasses, Minas Gerais está longe de definir seu cenário eleitoral, com lideranças que se aproximam e se afastam ao mesmo tempo e com dificuldades de consolidação de bases nacionais. Mais do que uma disputa entre nomes, o que está em jogo é quem conseguirá organizar as alianças.
Possíveis pré-candidatos ao governo de MG
Além de Simões, Cleitinho e Pacheco, outros nomes aparecem como possíveis pré-candidatos ao governo de Minas. O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) é um deles. Kalil tem participado de eventos políticos onde afirma categoricamente que irá participar da corrida eleitoral. “O meu nome vai estar na urna no dia da eleição”, confirmou o empresário.
Outro nome que tem sido ventilado e aparece nas pesquisas eleitorais é o do ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB). O mineiro, contudo, ainda busca ampliar seu alcance para além da capital do estado.
Recentemente, um novo nome entrou no radar: Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Industrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que deixou o cargo para se filiar ao PL. Ele ainda não confirmou que será candidato, mas se aproxima da direita e pode entrar no jogo.
Com menor desempenho nas pesquisas, aparecem também os possíveis pré-candidatos Túlio Lopes (PCB), que é professor e representa um campo alternativo da esquerda; Maria da Consolção (PSol), com uma candidatura que dialoga com pautas sociais e movimentos populares; e Ben Mendes (Missão, ligado ao MBL), advogado e youtuber que tenta transformar a exposição digital em capital político.











