Fiemg: fim da escala 6×1 é “eleitoreiro” e “trará danos irreparáveis”

Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) se manifesta contra o fim da escala 6×1 e pede negociação

atualizado

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Belo Horizonte – A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) protestou nesta quarta-feira (15/4) contra o avanço do debate no Congresso Nacional sobre o fim da escala de trabalho 6×1. Para a entidade, a redução da jornada de trabalho “trará danos irreparáveis à economia”. A Fiemg defende negociação coletiva com os trabalhadores como opção à redução de jornada via lei.

“A mudança proposta é uma medida eleitoreira, pensada mais nas eleições do que nas consequências práticas para a economia e para os trabalhadores. Sem alternativas viáveis, essa medida coloca em risco o sustento de milhões de brasileiros e amplia ainda mais os desafios econômicos que já enfrentamos”, criticou o presidente em exercício da Fiemg, Mário Marques.

O governo Lula enviou nesta terça ao Congresso um Projeto de Lei prevendo reduzir a jornada de trabalho para no máximo 40 horas semanais, sem redução salarial. Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre omesmo tema já avança na Câmara e foi debatida pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta, mas houve um pedido de vista, ou seja, demais tempo para o debate.

Para o presidente da Fiemg, “a proposta do fim da escala 6×1, sem uma análise aprofundada do impacto econômico e social, é insustentável”.

Mário Marques argumenta que “o que vemos é uma medida que, ao reduzir a jornada de trabalho sem uma compensação adequada, pode afetar diretamente a geração de empregos e a competitividade das empresas brasileiras. A negociação coletiva é o caminho para encontrar soluções equilibradas, que respeitem as necessidades dos trabalhadores e a saúde financeira das empresas”.

Projeções da Fiemg

Um estudo da Fiemg estima que o fim da escala 6×1 impactaria o PIB brasileiro em até 16% e pode levar à perda de cerca de 18 milhões de postos de trabalho no país.

Em nota, a entidade pediu que “as soluções para a jornada de trabalho sejam discutidas com os atores envolvidos, especialmente por meio da negociação coletiva, para que se chegue a um modelo que leve em consideração os impactos na economia, nos empregos e na competitividade das empresas”.

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