Festival de Brasília 2019: 52ª edição terá menos longas e mais curtas

A mostra vai de 22 de novembro a 1º de dezembro, no Cine Brasília

Daniel Ferreira/MetrópolesDaniel Ferreira/Metrópoles

atualizado 14/08/2019 19:41

Em coletiva realizada na tarde desta quarta-feira (14/08/2019), no Cine Brasília, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e o Instituto Alvorada Brasil detalharam as regras da 52ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB). Em 2019 serão selecionados sete longas-metragens – dois a menos que nas edições anteriores – e 14 curtas – dois a mais que em 2018 – para a mostra competitiva.

Outra alteração significativa para 2019 é a data: tradicionalmente realizado em setembro, logo após o Festival de Gramado, no Rio Grande do Sul, o evento brasiliense acontecerá de 22 de novembro a 1º de dezembro. Questionada sobre os problemas que isso acarreta – o FBCB acontecerá não só depois do evento gaúcho, mas também dos festivais do Rio e de São Paulo, e muitos diretores poderão optar por não segurar seus lançamentos até novembro –, a curadora Anna Karina de Carvalho apontou que seria um “grande prestígio” para Brasília fechar a temporada de festividades do cinema brasileiro.

As inscrições foram abertas nesta quarta, vão até 13 de setembro e poderão ser feitas no site do festival. A lista dos selecionados para as mostras competitivas será divulgada até 15 de outubro.

“O país está vivendo um momento de grandes transformações, em que o cinema está sendo discutido intensamente. Entendemos a importância desse festival nesse contexto. Estamos ampliando o olhar para observar a produção nacional plenamente. Que o cinema, nesse momento histórico, se afirme como importante suporte”, comentou o curador Marcus Ligocki.

Nos últimos anos, o Festival de Brasília tem sido marcado pelo domínio do cinema mineiro: os últimos três vencedores do troféu Candango são originais do estado do Sudeste. Em 2016, A Cidade Onde Envelheço, de Marilia Rocha, levou o primeiro lugar na mostra competitiva. O longa Arábia, de Affonso Uchoa e João Dumans, levou a melhor em 2017. No ano seguinte, foi a vez de Temporada, de André Novais Oliveira, ganhar o troféu – a obra está disponível na Netflix.

A Mostra Brasília vai acontecer simultaneamente à mostra competitiva, durante o dia. Ainda está prevista a exibição Território Brasil, com filmes de representantes de todos os estados do país.

O festival tem investimento de R$ 2,4 milhões por parte da Secretaria de Cultura, que ainda firmou o compromisso de angariar mais R$ 1,5 milhão com a iniciativa privada para a realização do evento.

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Durante a coletiva, o secretário de Cultura, Adão Cândido, comentou as próximas ações da pasta relacionadas ao cinema realizado em território brasiliense: o polo de cinema será reestruturado e deve ser inaugurado em uma área próxima ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Setor de Clubes Esportivos Sul. Ele ainda afirmou que a secretaria vai elaborar uma nova matriz tributária para atrair cineastas para a capital federal, facilitando o pagamento de impostos dos realizadores.

Veja os valores destinados aos vencedores das mostras:

Categoria longa-metragem

Melhor Filme de Longa-Metragem: R$ 50 mil

Melhor Direção: R$ 30 mil

Melhor Ator: R$ 15 mil

Melhor Atriz: R$ 15 mil

Melhor Ator Coadjuvante: R$ 10 mil

Melhor Atriz Coadjuvante: R$ 10 mil

Melhor Roteiro: R$ 10 mil

Melhor Fotografia: R$ 10 mil

Melhor Direção de Arte: R$ 10 mil

Melhor Trilha Sonora: R$ 10 mil

Melhor Som: R$ 10 mil

Melhor Montagem: R$ 10 mil

Prêmio Especial do Júri: R$ 10 mil

 

Categoria curta-metragem

Melhor Filme de Curta-Metragem: R$ 20 mil

Melhor Direção: R$ 10 mil

Melhor Ator: R$ 5 mil

Melhor Atriz: R$ 5 mil

Melhor Roteiro: R$ 5 mil

Melhor Fotografia: R$ 5 mil

Melhor Direção de Arte: R$ 5 mil

Melhor Trilha Sonora: R$ 5 mil

Melhor Som: R$ 5 mil

Melhor Montagem: R$ 5 mil

 

Prêmios do Júri Popular:

Melhor Longa-Metragem: R$ 50 mil

Melhor Curta-Metragem: R$ 20 mil

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