Os salários dos coronéis que podem ser expulsos da PM a mando de Moraes
Embora estejam presos, os cinco coronéis condenados no 8/1 seguem na reserva remunerada da PMDF. Veja quanto cada um recebe de salário
atualizado
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Caso os cinco coronéis condenados por omissão pelo 8 de Janeiro de fato percam os cargos públicos, eles também perderão, por consequência, os salários que recebem da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, nessa terça-feira (7/4), que a corporação providencie as demissões dos oficiais.
Embora estejam presos, os cinco coronéis seguem na reserva remunerada da PMDF. Veja quanto cada um recebe de salário:
- Fábio Augusto Vieira: R$ 34.616,21 de salário bruto e R$ 24.622,63 líquido (após descontos)
- Jorge Eduardo Naime Barreto: R$ 34.616,21 bruto e R$ 26.851,50 líquido
- Klepter Rosa Gonçalves (f0t0 em destaque): R$ 34.616,21 bruto e R$ 24.587,89 líquido
- Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues: R$ 43.568,21 bruto e R$ 24.557,27 líquido
- Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra: R$ 35.076,87 bruto e R$ 27.159,32 líquido
Os valores têm como base o mês de fevereiro de 2026, podendo haver variações em relação a meses anteriores. Os dados são do Portal da Transparência do Governo do Distrito Federal (GDF).
O major Flávio Silvestre de Alencar e o tenente Rafael Pereira Martins, que também foram investigados por omissão nos atos antidemocráticos na Esplanada dos Ministérios em 2023, foram absolvidos pelo STF e não perderão os salários. Flávio recebe R$ 28.934,55 (R$ 21.632,82 líquido), e Rafael, R$ 22.424,02 (R$ 16.750,77 líquido).
“Não há dúvida” quanto à expulsão, diz Moraes
A decisão de Alexandre de Moraes publicada na terça-feira (7/4) determina que a PMDF cumpra acórdão que condenou os cinco coronéis e adote, imediatamente, providências necessárias para que o quinteto perca os cargos.
A determinação vem em resposta à PMDF após a corporação manifestar “dúvida […] quanto à adequada harmonização entre o referido efeito [a condenação] e o regime constitucional específico aplicável aos militares estaduais e do Distrito Federal”.
Moraes respondeu que “não há, portanto, qualquer dúvida em relação à decisão proferida pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, uma vez que […] a perda da graduação da praça pode ser declarada como efeito secundário da sentença condenatória pela prática de crime militar ou comum, nos termos do art. 102 do Código Penal Militar e do art. 92, I, ‘b’, do Código Penal, respectivamente”.
Prisões
Fábio Vieira, Klepter Gonçalves, Jorge Eduardo Naime, Paulo José Bezerra e Marcelo Rodrigues foram presos em 11 de março deste ano, dando início ao cumprimento das penas. O quinteto está no 19º Batalhão, conhecido como Papudinha, onde também esteve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A pena destinada a cada um foi 16 anos de prisão e a 100 dias-multa; pagamento de R$ 30 milhões de forma solidária por danos morais coletivos junto aos outros réus pelo 8/1; e perda dos cargos públicos.
Os coronéis foram condenados pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência, grave ameaça com emprego de substância inflamável contra patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima; deterioração de patrimônio tombado; e violação de dever contratual de garantir a ordem pública e por ingerência da norma.










