IPCA: Brasília registra menor taxa de inflação do país no mês de abril

Apesar da baixa no índice, itens como alimentação e bebidas puxaram a inflação para cima. Leite, cenoura e melão tiveram alta nos preços

atualizado

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A inflação de Brasília registrou a menor taxa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do país em abril. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA da capital foi de 0,16%.

Sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados em Brasília apresentaram altas no último mês. O grupo que mais puxou o IPCA de Brasília para cima foi o de alimentação e bebidas, com alta de 1,21% – a maior desde dezembro de 2023.

O resultado da alta de alimentação e bebidas foi impulsionado pelas altas do leite longa vida (12,68%), cenoura (31/13%) e melão (12,57%). Na queda, destacam-se o chocolate e achocolatado em pó (-4,71%) e o café moído (-3,76%).

Já o grupo que puxou o índice da capital para baixo foi o de transportes. Na ocasião, a passagem aérea (-10,88%), ônibus urbano (-6,58%) e a gasolina (-1,03%) contribuíram a o resultado do grupo.

No lado das altas de preços, os destaques foram: automóvel novo (0,60%), óleo diesel (5,45%), emplacamento e licença (0,40%).


O que é IPCA

O IPCA é calculado desde 1979 pelo IBGE. O índice é considerado o termômetro oficial da inflação e é usado pelo Banco Central para ajustar a taxa básica de juros, a Selic.

Ele mede a variação mensal dos preços na cesta de vários produtos e serviços, comparando-os com o mês anterior. A diferença entre os dois itens da equação representa a inflação do mês observado.

O IPCA mensura dados nas cidades, de forma a englobar 90% das pessoas que vivem em áreas urbanas no país.

O índice pesquisa preços de categorias como transporte, alimentação e bebidas, habitação, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação, comunicação, vestuário, artigos de residência, entre outros.


IPCA do Brasil

Os preços de bens e serviços do país subiram 0,67% em abril, após acelerarem 0,88% em março deste ano.

A alta da inflação foi puxada, principalmente, pelos grupos alimentação e bebidas e saúde e cuidados pessoais, que inclui remédios, com elevações de 1,34% e 1,16%, respectivamente. Também houve alívio do grupo transportes, com índice menor do que o verificado em março.

Nos últimos 12 meses, a inflação acumula alta de 4,39%, acima do centro da meta (3%), mas dentro do teto (4,5%). No mesmo mês de 2025, a variação foi de 0,43%. No ano, ou seja, no acumulado de janeiro a abril do IPCA, a elevação corresponde a 2,60%.

A meta de inflação para 2026 é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Com isso, o índice tem piso de 1,5% e teto de 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O IBGE pesquisa a inflação dividida em nove grupos distintos. O peso para cada grupo no IPCA é diferente, pois o instituto considera que alguns itens representam partes maiores nos orçamentos familiares.

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