Inflação: saiba quais são os vilões que fizeram IPCA-15 subir em abril
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo ficou em 4,37% no acumulado de 12 meses até abril, segundo dados divulgados pelo IBGE
atualizado
Compartilhar notícia

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, foi de 0,89% em abril deste ano, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Todos os nove grupos grupos pesquisados registraram elevação. O índice foi puxado principalmente por alimentação e bebidas, mas com importante contribuição dos combustíveis. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (28/4).
No acumulado de 12 meses, a inflação acumula alta de 4,37%. No ano, ou seja, no acumulado de janeiro e abril do IPCA-15 a elevação corresponde a 2,39%.
Em abril de 2026, o grupo com o maior impacto na inflação foi alimentação e bebidas, que acelerou 1,46%. “Vilão” do mês, o setor respondeu por 0,31 ponto percentual da inflação de todo o mês.
A outra elevação importante para a alta nos preços veio dos transportes, grupo no qual os preços subiram 1,34%, tendo importante participação dos combustíveis (+6,06). A contribuição foi de 0,27 ponto percentual.
A alta do grupo de alimentos foi puxada principalmente pela alimentação no domicílio, que acelerou 1,77% em abril após uma alta de 1,10% em março. Os itens que mais contribuíram foram:
- cenoura (25,43%);
- cebola (16,54%);
- leite longa vida (16,33%);
- tomate (13,76%); e
- carnes (1,14%).
Ainda na alimentação no domicílio, também houve retrações, casos da maçã (-4,76%) e do café moído (-1,58%).
Dentro do grupo alimentação e bebidas, a alimentação fora do domicílio também pesou, com aceleração de 0,70%. As principais altas do subgrupo foram do lanche (0,87%) e da refeição (0,65%). Em março, elas já tinha registrado altas de 0,50% e 0,31%, respectivamente.
Respondendo pelo segundo maior impacto (0,27 ponto percentual) da inflação de abril, os transportes, com elevação de 1,34%, foram puxados por altas de:
- gás veicular (-1,55%);
- etanol (+2,17%);
- gasolina (+6,23%%);
- óleo diesel (+16,00%).
O valor das passagens aéreas desaceleraram de uma alta de 5,94% em março para um recuo de 14,32% em abril.
Variação de cada grupo em abril:
- Alimentação e bebidas: 1,46%;
- Habitação: 0,42%;
- Artigos de residência: 0,48%;
- Vestuário: 0,76%;
- Transportes: 1,34%;
- Saúde e cuidados pessoais: 0,93%;
- Despesas pessoais: 0,32%;
- Educação: 0,05%;
- Comunicação: 0,48%.
Em 2026, a meta inflacionária é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual (com piso de 1,5% e teto de 4,5%). Se o acumulado em 12 meses ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.
Segundo o relatório Focus, as previsões indicam que o IPCA fechará o ano em 4,86%.
