Saiba quais são os vilões que fizeram inflação subir 0,20% em janeiro

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA 15) ficou em 0,20% em janeiro, segundo dados divulgados pelo IBGE

atualizado

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Arquivo/Agência Brasil
Imagem colorida de compras nos shoppings as vésperas do Natal
1 de 1 Imagem colorida de compras nos shoppings as vésperas do Natal - Foto: Arquivo/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, de janeiro de 2026 foi de 0,20%, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos nove grupos grupos pesquisados, apenas os de habitação (0,26) e transportes (0,13%) registraram recuo. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (27/1).

Em janeiro de 2026, o grupo com o maior impacto na inflação foi o de saúde e cuidados pessoais, que acelerou 0,81%. “Vilão” do mês, o setor respondeu por  0,11 ponto percentual da inflação de todo o mês, ou seja, respondendo por mais da metade do índice.


O IPCA-15

  • O IPCA-15 difere do IPCA, que mede a inflação oficial do país, na abrangência geográfica e no período de coleta, que começa no dia 16 do mês anterior. Por essa razão, ele funciona como uma prévia do IPCA.
  • O indicador coleta dados sobre as famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos. Ele abrange: Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Brasília e Goiânia.
  • A próxima divulgação será no dia 27 de fevereiro.

Dentro do grupo de saúde e cuidados pessoais, destacam-se as elevações de artigos de higiene pessoal (1,38%) e plano de saúde (0,49%). O segundo grupo com maior elevação foi o de comunicação, com  0,73%. A variação foi puxada pelo preço do subitem aparelho telefônico que subiu 2,57% no mês.

O grupo de maior peso para o cálculo da inflação é o de alimentação e bebidas e teve variação de 0,31%. Com isto, esse conjunto de itens teve impacto de 0,07 ponto percentual na inflação, o segundo maior entre os grupos.

Dentro deste conjunto, a alimentação no domicílio subiu 0,21%, o que interrompeu uma série de quedas que já durava sete meses consecutivos.

 A alta foi puxada pelos seguintes itens:

  • tomate (16,28%)
  • batata-inglesa (12,74%)
  • frutas (1,65%)
  • carnes (1,32%)

Ainda no grupo de alimentação e bebidas, também houve retrações, casos do leite longa vida (-7,93%), arroz (-2,02%) e café moído (-1,22%).

Variação de cada grupo em janeiro:

  • Alimentação e bebidas:  0,31%
  • Habitação:  -0,26%
  • Artigos de residência:  0,43%
  • Vestuário:  0,28%
  • Transportes:  -0,13%
  • Saúde e cuidados pessoais:  0,81%
  • Despesas pessoais:  0,28%
  • Educação:  0,05%
  • Comunicação:  0,73%

As únicas retrações entre os grupos pesquisados vieram de habitação (-0,26%) e transportes (-0,13%).

Previsão anual

No acumulado de 12 meses, a prévia da inflação tem alta de 4,50%, acima dos 4,41% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em relação dezembro de 2025, quando o índice registrou alta de 0,25%, houve uma queda de 0,05 ponto percentual.

Em 2026, a meta inflacionária é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual (com piso de 1,5% e teto de 4,5%). Se o acumulado em 12 meses ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.

Segundo o relatório Focus, as previsões indicam que o IPCA fechará o ano em 4%.

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