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Ramiro Brites

Padre Júlio pede bloqueio de R$ 1 bilhão da Pixbet após operação da PF

O padre Júlio Lancellotti e duas entidades de proteção às crianças entrou com ação para garantir pagamento de eventual indenização da Pixbet

16/08/2026 04:30
Padre Júlio Lancellotti.
Padre Júlio pede bloqueio de R$ 1 bilhão da Pixbet após operação da PF

O padre Júlio Lancellotti entrou com uma ação no Ministério Público da Paraíba (MPPB) contra a Pixbet, pedindo o bloqueio de R$ 1 bilhão.

O objetivo é garantir o pagamento de indenização à sociedade e a famílias em uma ação movida contra a exposição de crianças e adolescentes a jogos de azar, mesmo após a casa de apostas ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF).

Além do sacerdote, a ação é assinada pelas entidades Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH) Padre Ezequiel Ramin e Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro).

Desde 2024, o grupo move um processo na Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Campina Grande, na Paraíba, contra a Pixbet, a Flabet e a Bet da Sorte para proteger os direitos difusos e coletivos das crianças e adolescentes que teriam, segundo a ação, acesso facilitado a plataformas de jogos de azar.

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O advogado Márlon Reis, que defende o padre e a CDDH, na ação diz que a nova medida se deu em função da exposição das operações de evasão de divisa, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio no exterior, revelados após a deflagração da Operação Arena na quinta-feira (13/8).

“Entendemos que o possível envolvimento da empresa Pixbet Soluções Tecnológicas Ltda. e de seu advogado, Nelson Wilians Fratoni Rodrigues, há o aumento do risco de a empresa não ter patrimônio suficiente para pagar uma eventual indenização”, explica o advogado Márlon Reis.

A ação original pede R$ 500 milhões por dano moral coletivo, a adoção de mecanismos rigorosos de verificação de idade e reconhecimento facial, além da suspensão das plataformas de apostas em todo o território nacional.

Depois da operação da PF, a Justiça já autorizou o bloqueio de R$ 1 bilhão, mas manteve a plataforma em funcionamento. A decisão não é relacionada a ação movida pelas entidades de proteção à infância, que querem bloquear outro bilhão.

Operação da PF