Chefe da "Turma" disse que Pixbet pertencia a Vorcaro
Declaração foi feita em conversa entre Marilson Roseno e um contato e citada em relatório da Polícia Federal sobre "A Turma"

Alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (13), a Pixbet já havia sido citada em outra operação de grande repercussão da PF, envolvendo Daniel Vorcaro. De acordo com o chefe da “Turma”, a casa de apostas pertencia ao banqueiro.
A representação em que a Polícia Federal pediu a prisão de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, cita uma conversa entre o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, que era o chefe da “Turma”, e um contato salvo como “Pk Caiava”.
Na conversa, em outubro de 2024, Marilson diz: “Sabe quem de quem é essa Pixbet aí? O chefe lá de São Paulo. Que tem 25% do Galo. Aliás, o patrocínio vai até mudar lá. Acho que ano que vem vai ficar Pixbet. Acho que ele vai me colocar para gerenciar isso lá”, disse Marilson. O interlocutor pergunta de quem ele está falando: “É o Daniel Vorcaro, pô, que comprou o 25% lá. É a SAF”.
O diálogo não é citado na representação na PF com o objetivo de relacionar Vorcaro à casa de apostas, mas como mais um fator para demonstrar que Marilson tinha o banqueiro como seu chefe. Segundo os investigadores, Marilson recebia R$ 400 mil por mês para arregimentar outros agentes da PF para acessar investigações que miravam Vorcaro e o Master.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNão fica claro, assim, se Marilson tinha uma informação errada, se confundiu as bets (não é de conhecimento público que Vorcaro fosse sócio de outra bet) ou se fez uma grande revelação. Formalmente a Pixbet, pertencente aos primos Ernildo Junior de Farias Santos e Diomar Tadeu Dantas de Farias.
A empresa nunca patrocinou o Atlético-MG, que de fato tem Vorcaro como um dos sócios da SAF que controla o futebol do clube. Cerca de dois meses após a conversa de Marilson, a H2bet, uma casa de apostas ligada ao mercado de pôquer, foi anunciada como nova patrocinadora do clube, com um contrato de três anos de R$ 60 milhões fixos, no maior contrato da história do Atlético.
A decisão da Justiça Federal de Pernambuco que deu origem à operação Arena também determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão em bens dos investigados. Um dos alvos da operação foi Nelson Wilians, conhecido como “advogado ostentação”. Um “betcoptero” foi apontado como um dos elos entre ele e a bet.




