Focus: mercado sobe projeção da inflação para 4,86% e reduz a do PIB

Relatório foi divulgado na manhã desta segunda-feira (27/4) pelo Banco Central. Previsão de crescimento da economia teve baixa para 1,85%

atualizado

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Copom decide juros nesta quarta
1 de 1 Copom decide juros nesta quarta - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) subiram a estimativa de inflação para 4,86% em 2026, ou seja, acima do teto da meta.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), houve redução para 1,85%. É o que mostra a nova edição do Relatório Focus, divulgada nesta segunda-feira (27/4).

De acordo com o relatório, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, deve terminar este ano em  4,86%. Em relação ao PIB de 2026, a projeção foi reduzida de 1,86% para 1,85%.

Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3%. Como há intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%.

Inflação abaixo do teto da meta

Os preços de bens e serviços do país avançaram 0,88% em março deste ano, com isto, o índice está em 4,14% nos últimos 12 meses. Em 2025, a inflação acumulou alta de 4,26% – valor que ultrapassou o centro da meta, mas permaneceu abaixo do teto. A inflação de abril deve ser conhecida no próximo dia 12 de maio.

Para 2027, o índice esperado foi elevado de 3,99% para 4,00%.

PIB

Segundo o Focus, o PIB do Brasil para 2026 deve ter crescimento de 1,85%, índice menor do que o da projeção da semana passada (1,86%).

Para 2027, a previsão de crescimento da economia foi mantida em 1,80%. Para 2028, a estimativa foi mantida em 2%.

Em 2025, o PIB brasileiro fechou em alta de 2,3%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) espera um crescimento do PIB na casa de 1,6% em 2026, mesmo patamar previsto pelo BC. O governo Federal acredita em elevação de 2,3%.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou a volta do Brasil neste ano ao posto de 10ª maior economia global. O documento do FMI traz como novidade um aumento na projeção de crescimento do PIB brasileiro, no patamar de 1,9%.

Selic

A projeção da Selic para o fim deste ano foi mantida em 13%. Para 2027, a projeção foi mantida em 11%. Para 2028, o mercado manteve estimativa para a Selic de 10% ao ano.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 17 e 18 de março, a Selic foi reduzida de 15% para 14,75%. A próxima reunião do colegiado está marcada esta terça e quarta-feira (29/4).

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.

Dólar

Os analistas consultados pelo BC reduziram a projeção para o dólar em 2026 de R$ 5,30 para R$ 5,25.

Para 2027, a estimativa foi mantida em R$ 5,35.

Para 2028, o mercado manteve a projeção em R$ 5,40.

Relatório Focus

O Relatório Focus resume as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à divulgação. O boletim é divulgado, normalmente, às segundas-feiras.

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