DF registra 11 feminicídios em sete meses; saiba quem são as vítimas

Os crimes chocaram a capital federal pela selvageria. As vítimas foram esfaqueadas, estranguladas, espancadas, alvejadas e queimadas

atualizado 03/08/2022 8:07

Pixabay

O Distrito Federal já registrou 11 casos de feminicídio em sete meses. No mesmo período em 2021, 16 mulheres perderam a vida pelo crime de ódio. Apesar da redução, os assassinatos seguem chocando e indignando moradores da capital federal. Todos os casos envolveram selvagerias como esfaqueamentos, estrangulamentos, espancamentos, além da vítimas também terem sido alvejadas ou queimadas.

Junho foi o mês que encerrou com o maior número de casos de feminicídio em 2022; são três mortes. Em seguida:

  • Janeiro – dois casos;
  • Fevereiro – dois casos;
  • Março – um caso;
  • Maio – dois casos;
  • Junho – três casos.
  • Julho – um caso.

Violência contra mulher: identifique e saiba como denunciar

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O primeiro caso ocorreu em 22 de janeiro. Eliuda Veloso, 35 anos, morreu com pancadas na cabeça. A mulher estava seminua em um matagal em Santa Maria quando teve o corpo encontrado pela polícia.

De acordo com a Polícia Civil do DF, ela foi espancada e estava sem as partes de baixo da roupa. Um suspeito, 34, acabou preso pelo crime, após fugir ensanguentado do local. Eliuda tinha quatro filhos.

A segunda vítima, Kelle Cristina Pereira da Silva, 23, ficou desaparecida por oito dias antes de ser encontrada morta em um poço de uma chácara em Brazlândia, em 24 de janeiro. O principal suspeito pelo crime é o ex-companheiro dela.

As investigações apontam que o crime pode ter sido motivado por ciúme, já que o homem não aceitava o fim do relacionamento com a jovem. O suspeito cometeu suicídio após depoimento na delegacia. Antes de morrer, ele teria negado qualquer envolvimento com a morte de Kelle.

Dedos decepados

Ana Cristina Farias de Araújo, 51, morreu esfaqueada em 1º de fevereiro, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIG). Ela teve alguns dedos decepados ao tentar defender-se dos ataques de facão do genro. A mulher levou três facadas na cabeça, uma no ombro e outra na axila esquerda.

A vítima negou-se a contar para Marcos Fernando Domingos Pereira, 26, sobre o paradeiro da filha. As duas tinham medida protetiva contra o homem. Após o feminicídio, Marcos afirmou que mataria o irmão e a irmã da ex-companheira. Ele acabou preso.

Ainda em fevereiro Eunice Maria de Sousa Barros, 54 anos, morreu após ser esfaqueada em 5 de fevereiro. A mulher chegou a ser hospitalizada em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos.

Ela, mais três mulheres e uma criança de oito anos, estavam em uma reunião de família em Samambaia quando o companheiro de uma das vítimas chegou ameaçando as mulheres com uma faca.

A quinta vítima de feminicídio neste ano morreu estrangulada pelo marido. Joana Santana Pereira dos Santos, 44, discutiu com o companheiro e foi encontrada desacordada dentro do quarto. O autor Silvestre Pereira de Araújo, 44, tentou suicídio em seguida, mas foi levado ao hospital pelos policias e acabou preso.

O crime ocorreu em Arapoanga, em 20 de março. O casal tinha quatro filhos que estavam dentro da residência quando a mãe morreu. Silvestre confessou o crime para um irmão antes de tentar se matar.

Corpo carbonizado

Brenda Pinheiro da Silva, 26 anos, teve o corpo carbonizado e abandonado em matagal na Samambaia. A jovem estava desaparecida há quatro dias e levou 22 facadas. Além disso, investigações apontam que a vítima teria sido estuprada. Brenda morava no Recanto das Emas e deixou três filhos pequenos.

Marina Paz Katriny, 29, também teve o corpo parcialmente carbonizado. A mulher foi encontrada na BR-070, em 18 de maio. Segundo a PCDF, ela apresentava um lesão na testa e outros dois ferimentos na cabeça provocados por disparos de arma de fogo.

Ela era atendente e natural de Rio Branco (AC). Estava em Brasília há seis meses para estudar pedagogia. Os parentes reconheceram o corpo pelas tatuagens. O companheiro de Marina acabou preso pelo crime.

A jovem Viviane Silva, 19, teve o corpo abandonado em um córrego no Setor Habitacional Água Quente, no Recanto das Emas, em 2 de junho. Apesar do corpo não apresentar sinais aparentes de agressão, a vítima estava seminua.

A estudante foi atingida por um forte golpe na cabeça e depois afogada no córrego. O autor do crime é Antônio Silva, 40. Ele é pedreiro e teria convidado a vítima para um bar.

Priscila Teixeira de Santos, 33, foi esfaqueada pelo namorado na QNH 13 de Taguatinga, em 29 de junho. A mãe de Priscila achou o corpo da filha na cozinha de casa dois dias após o crime.

A mulher se relacionava com o suspeito Gustavo Brito, 22, há pelo menos seis meses. Vizinhos relatam que os dois discutiam muito e a mulher era agredida. Priscila nunca havia registrado ocorrência.

Casos mais recentes

Câmeras de segurança registraram os últimos passos de uma mulher transexual, identifica como Isabella Yanka, 20 anos, pouco antes de ela ter sido assassinada em Ceilândia, por volta das 4h30, do último sábado (30/7). Ela foi vítima de esfaqueamento. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu o suspeito, 27, nesta terça-feira (2/8). Ele não teve o nome divulgado.

Veja últimos passos de transexual morta no DF; polícia prende suspeito

O corpo da transexual foi encontrado próximo a uma festa na Praça da Bíblia, na QNP 19. Segundo os agentes, a mulher esteve na confraternização junto de algumas amigas mas, após a ingestão de grande quantidade de álcool, elas teriam se perdido e a vítima não foi mais vista.

Jakeliny Neres Ferreira, 43, morreu nesse domingo (31/7), no Paranoá. O namorado da vítima Fabrício Lima de Araújo, 27, confessou o crime e está preso. Os dois mantinham um relacionamento há três meses.

O homem esfaqueou Jakeliny após vê-la conversando com outro. Fabrício tentou fugir com a ex-namorada, mas foi preso em flagrante com as malas prontas.

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