Vergonha de falar sobre sexo? Aprenda a comunicar desejos, gostos e limites
Especialista em inteligência emocional explica como perder a vergonha de falar sobre sexo. Comunicação clara e compreensão são fundamentais

Para além da vergonha com o ato em si, muitas pessoas não se sentem confortáveis nem para falar sobre sexo. Mesmo em relacionamentos de longa data, expor desejos, fetiches e limites parece uma tarefa quase impossível, já que o assunto ainda é cercado por tabus e crenças tradicionais.

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Em entrevista à coluna, o especialista em inteligência emocional Rogério Silva explica que essa vergonha costuma estar ligada à forma com que a pessoa foi ensinada a enxergar a sexualidade.
“Quando o assunto aparece associado a silêncio, culpa, punição ou piadas, falar sobre ele pode parecer arriscado, mesmo na vida adulta. Também pesam as expectativas sobre como homens e mulheres ‘deveriam’ se comportar, a insegurança com o corpo e experiências anteriores de desrespeito”, comenta.
Ele acrescenta que conversar sobre intimidade exige mostrar uma faceta vulnerável. Dessa forma, muitos casais acabam escondendo preferências, evitando perguntas e concordando com situações desconfortáveis para não desagradar o parceiro.
Comunicação faz toda diferença
O principal risco, nesse caso, é confundir silêncio com satisfação.
Entre no canal de WhatsApp do Vida e Estilo“A comunicação se torna mais segura quando existe espaço para falar e ouvir sem ridicularização, pressão ou ameaça. Ninguém precisa concordar com todos os desejos do parceiro, mas ambos precisam poder dizer o que sentem e recusar o que não querem”, destaca.

Afinal, como colocar em prática?
Para iniciar conversas sobre sexo, Rogério ressalta que, em primeiro lugar, é preciso escolher um momento tranquilo, privado e sem a pressão de uma relação sexual. Ele sugere uma possível abertura:
“Quero conversar sobre a nossa intimidade porque isso é importante para mim. É um bom momento para você?”.
Depois, o especialista indica começar abrindo os próprios desejos, gostos e limites — o que mostra para o outro lado que também é possível fazer isso.

Por último, ele lembra que é fundamental afastar acusações ou comparações. “Não é possível garantir que nenhum desconforto apareça, porém, é possível conduzir o diálogo sem cobranças, deixando claro que não existe obrigação de responder ou decidir tudo naquele momento”, finaliza.












