Locktober: sexóloga explica fetiche e riscos de trancar pênis em gaiola
Realizado no mês de outubro, o Locktober é uma prática de castidade que consiste em trancar o pênis em uma gaiola. Sexóloga desvenda fetiche

Conhecida como Locktober, existe uma prática fetichista que acontece em outubro e propõe que homens “tranquem” o próprio pênis em gaiolas restritivas. A ideia é baseada na fantasia sexual de castidade, já que os parceiros — chamados de keyholders — é que ficam com a chave. O fetiche faz parte do universo do BDSM.

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Ao Metrópoles, a sexóloga Stephanie Seitz explica que a excitação, nesse caso, está justamente no fato de ter que esperar para fazer sexo. Ou seja, o homem continua, sim, tendo desejo, mas escolhe adiar a própria satisfação.
“E tem uma coisa interessante: alguns homens passam a vida associando sexo a desempenho, ereção e ejaculação. Nesse fetiche, a lógica muda completamente. O orgasmo deixa de ser o objetivo imediato e o controle passa a fazer parte da experiência erótica”, comenta.
Por ser parte do BDSM, o Locktober pode ser motivado por uma série de dinâmicas do universo. Embora seja comumente associado a relações de submissão e dominação, Stephanie elenca outras duas possibilidades: o tease and denial, em que a excitação é estimulada, mas o orgasmo é adiado, ou apenas um desafio pessoal de disciplina que não envolve outros parceiros.
Conheça os riscos
Acerca dos riscos que podem acompanhar a prática, a especialista lembra que é importante diferenciar a abstinência de ejaculação e a imobilização do pênis por um dispositivo. Segundo ela, o primeiro cenário, por si só, não representa perigo à saúde. Em contrapartida, é preciso ter consciência da parte física.
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“Quando a gente fala de gaiolas de castidade, estamos falando de um objeto que exerce pressão sobre uma região extremamente sensível, com circulação sanguínea, nervos e uma pele delicada. O uso prolongado pode provocar assaduras, feridas, inchaço, alterações de sensibilidade, dificuldade para urinar e até comprometer a circulação”, alerta.
Seitz acrescenta ainda que o emocional também entra na lista de cuidados. “Uma coisa é você sentir tesão em entregar o controle. Outra é começar a sentir medo, culpa ou obrigação de continuar algo que já não está te fazendo bem”, reforça.
É mito!
Por último, a sexóloga desvenda um mito associado ao Locktober que diz que ficar sem ejacular pode aumentar a testosterona e transformar a vida sexual. De acordo com com ela, não há comprovação científica sobre promessas de benefícios hormonais ou físicos — assim como é divulgado na internet.

“Agora, algumas pessoas podem perceber mudanças subjetivas durante a abstinência: mais expectativa sexual, uma relação diferente com a masturbação ou até a sensação de estarem mais concentradas. Mas isso não significa que reter sêmen seja responsável por algum superpoder biológico”, completa e finaliza.












