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Pouca vergonha

Além dos chicotes e algemas: confira 10 curiosidades sobre BDSM

Se você tem curiosidade e interesse, aprenda como incorporar à prática no seu cotidiano, transformando-a em estilo de vida

01/03/2026 02:00
Unsplash
Além dos chicotes e algemas: confira 10 curiosidades sobre BDSM

Muito além de estereótipos e cenas de filmes como Cinquenta Tons de Cinza, o BDSM envolve práticas consensuais baseadas em confiança, comunicação e acordos claros entre adultos. A sigla reúne diferentes dinâmicas de poder e sensações — e tem ganhado cada vez mais espaço em debates sobre sexualidade e liberdade individual.

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O artista, produtor cultural e expert no assunto, Heitor Werneck aponta que viver o BDSM vai muito além das imagens de algemas, látex ou chicotes. Para quem mergulha de verdade nesse universo, o sadomasoquismo é uma forma de se relacionar com o outro baseada em confiança, entrega e liberdade com responsabilidade.

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Os fetiches podem variar dos mais leves aos mais extremos
Fetiches podem ser práticas sexuais normais, desde que praticadas com consentimento e segurança, sem causar sofrimento a ninguém
No repertório sexual das pessoas mundo afora, existem os mais variados fetiches
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David Sacks/Getty Images
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Fetiches podem ser práticas sexuais normais, desde que praticadas com consentimento e segurança, sem causar sofrimento a ninguém
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Fetiches podem ser práticas sexuais normais, desde que praticadas com consentimento e segurança, sem causar sofrimento a ninguém

Navee Sangvitoon/Getty Images

“Vivemos em uma sociedade que quer controlar nossos corpos, nossos desejos e nossas identidades. O BDSM, quando vivido com ética, é uma resposta. É um grito de liberdade,” acrescenta.

O especialista ainda destaca: “Viver o BDSM 24 horas por dia não é estar em sessão o tempo todo. É viver dentro de um acordo emocional, físico e simbólico, onde as regras do prazer são claras para todos os envolvidos”, explica Heitor.

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Confira 10 curiosidades sobre esse universo:

1. A sigla tem vários significados

BDSM combina Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo. Nem todas as pessoas que se identificam com o BDSM praticam todos esses aspectos.

O BDSM envolve intimidade e confiança

2. Consentimento é a regra principal

A base de qualquer prática é o consentimento explícito entre as partes. Antes de qualquer interação, são discutidos limites, preferências e o que é inegociável.

3. Existem palavras de segurança

As chamadas safe words (palavras de segurança) são combinadas previamente para interromper a atividade caso alguém se sinta desconfortável. Um código bastante usado é o sistema “verde, amarelo e vermelho”.

Além dos chicotes e algemas: confira 10 curiosidades sobre BDSM - destaque galeria
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Brasileiro inicia vida sexual aos 18 anos e tem, em média, 10 parceiros na vida, indica pesquisa conduzida pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

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A prática traz diversos benefícios. Queima calorias, melhora a autoestima, aumenta a qualidade do sono, diminui o estresse, colabora com a saúde cardiovascular etc.
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A prática traz diversos benefícios. Queima calorias, melhora a autoestima, aumenta a qualidade do sono, diminui o estresse, colabora com a saúde cardiovascular etc.

Adam Kontor/Pexels

4. Hierarquia é encenação consensual

Embora envolva papéis como dominante e submisso, a dinâmica é construída em comum acordo. Fora da cena, as relações podem ser completamente igualitárias.

5. Confiança é essencial

A entrega — física ou emocional — exige alto grau de confiança. Por isso, diálogo constante é considerado parte da prática.

6. Nem tudo envolve dor

Apesar da associação comum com sofrimento físico, muitas práticas focam em controle, estímulos sensoriais ou jogos psicológicos leves.

7. Existe o “aftercare”

Após a prática, é comum haver um momento de cuidado e acolhimento, conhecido como aftercare, para garantir o bem-estar físico e emocional de todos.

8. Há uma comunidade organizada

O BDSM possui comunidades estruturadas, eventos e espaços de discussão que priorizam segurança e informação.

9. Não define orientação sexual

A prática está relacionada à dinâmica de poder e prazer, não à orientação sexual ou identidade de gênero.

10. É tema de estudo acadêmico

Pesquisas na área da psicologia e da sexualidade indicam que, quando praticado de forma consensual, o BDSM não está associado a transtornos mentais e pode até fortalecer vínculos de confiança.