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Dia Mundial do BDSM: veja o manual para iniciantes no mundo “sadomasô”

A coluna bateu um papo com experts no assunto que apontaram e traduziram as principais nomenclaturas do meio

atualizado 23/07/2021 15:03

Getty Images

“Meus gostos são muito peculiares, você não entenderia”, quem não conhece a frase de Christian Grey, personagem da trilogia 50 tons de cinza? Não queremos reduzir o significado do BDSM a filmes e séries que abordam o tema, ou cravar a definição apenas na tradução de uma sigla. Mas é preciso assumir que a trilogia teve grande êxito ao apresentar sadismo e masoquismo ao grande público.

E hoje, 24/7, é comemorado o Dia Mundial do BDSM. A data faz referência a vivência do estilo 24 horas por dia, sete dias por semana. Para trazer mais informações sobre o tema para os leitores da coluna, elaboramos um manual para iniciantes com a ajuda da dominadora Mistress Charlotte e de Lord Steel. Confira:

Baunilha: No meio BDSM, o termo “vanilla” é usado para definir aquela relação convencional que faz parte do normativo das pessoas. Como o sabor, é neutro.

BDSM: Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo. Cada uma dessas palavras carrega consigo um universo de significados e práticas. 

Submisso: Submete-se ao controle do dominador, alcançando prazer através do domínio psicológico, adequando-se às regras e doutrinas.

Cuckold: É o fetiche do corno. O prazer em ser traído. Gosta de ver, ou saber que a parceria transa com outros homens.

SSC: São, Seguro e Consensual. Nenhuma prática ou relação deve ocorrer sem levar em conta a saúde, a segurança e o consentimento dos envolvidos.

Safeword: Senha ou palavra de segurança. Isso é importante para manter a saúde física e mental dos participantes: “Você pode recorrer à essa palavra a qualquer momento”, orienta Mistress Charlotte.

Dominador: Papel de quem domina

Submisso: Papel de quem é subserviente

24×7: fetichismo na prática

Dono de uma loja de produtos acessórios BDSM que leva o mesmo nome, Lord Steel vive uma relação 24×7 com Aninha Steel, há sete anos: “Nós temos a dinâmica do BDSM, onde um domina e o outro se submete, e nós levamos isso para o dia a dia e não apenas na sessão nem só entre quatro paredes. Trabalhamos juntos, moramos juntos, e mantemos algumas regras e condutas de relação BDSM em tempo integral. É uma relação vertical, um manda e o outro obedece, mas tudo de forma consensual”, explica. Ele detalha duas práticas comuns em sua relação:

Pet play: Prática na qual quem se submete passa a agir e se comportar como um animal. Os mais comuns são cachorro, porco e gato: “Durante as práticas é adotado um comportamento que remete a esses animais e isso faz com que as pessoas se soltem, interpretando um personagem”, detalha Lord Steel.

Spanking: Prática onde você usa objetos para bater em quem se submete: “Pode ser bambu, chicote de couro, palmatória de madeira. São acessórios usados para causar sensações diferentes em quem se submete, no caso, a dor”, explica.

“Desbaunilhando”

Para quem ficou curioso e quer conhecer mais do meio BDSM, vale lembrar que antes de tudo, tem que ser são, seguro e consensual. Converse com a parceria, elaborem a “safeword” e explorem novos universos.

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