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Castfetish: saiba mais sobre o fetiche em gesso e imobilização
Prática envolve atração por membros engessados ou imobilizados e desperta curiosidade sobre limites, consentimento e segurança
atualizado
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Sim, o fetiche por gesso existe e não, não se trata apenas de pornografia. Muitos “fervorosos por gesso” gostam de assistir a vídeos completamente convencionais de pessoas imobilizadas por lesões ósseas — existe uma comunidade online dedicada à troca de fotos e à discussão dos mínimos detalhes da estética ortopédica.
A gessolatria (castfetish, em inglês), é a denominação que se dá para o fetiche sexual pelo uso dos gessos ortopédicos, comuns quando se tem alguma fratura no corpo. Os adeptos se chamam “gessólatras”, ou casters – fazendo referência ao termo estrangeiro.

Entenda
- O tesão advindo do castfetish vem tanto do aspecto visual que estar engessado traz quanto pela parte sensorial do gesso
- Essa atração pode ser ou da própria pessoa ser engessada, de ver alguém engessado ou mesmo em engessar alguém
- Apesar de pouco conhecido, é possível encontrar alguns conteúdos de castfetish em plataformas gigantes do pornô
- Por não haver muita variedade de conteúdos em plataformas gerais, existem espaços específicos para a troca de imagens, vídeos e contos eróticos envolvendo gessolatria
- Muitos fetichistas anônimos criam contas no Instagram apenas voltadas para o fetiche por gessos. Nos perfis, é possível encontrar fotos, vídeos, caixas de perguntas, entre outras coisas
- Ainda que tenha um pezinho no bondage (fetiche por amarração), o castfetish não se enquadra no BDSM no sentido de não ter a intenção de levar a dor
- Boa parte do tesão da gessolatria está relacionada à imobilização, privação de movimentos e consequente dependência para certas coisas que isso traz, tanto no sentido de depender de alguém quanto no sentido de ajudar quem está dependente
Apesar de ser um fetiche menos conhecido, desde que consensual entre todas as partes envolvidas e que não machuque ninguém, tudo é válido. Mas é preciso estar atento para saber quando o fetiche se torna um transtorno parafílico.










