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Dia do BDSM: expert conta como viver o fetiche 24 horas por dia

Aprenda com uma especialista como incorporar à prática no seu cotidiano, transformando-a em estilo de vida

atualizado

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pratica BDSM
1 de 1 pratica BDSM - Foto: Getty Images

No dia 24 de julho, é celebrado o Dia Mundial do BDSM. Embora o termo remeta ao sadomasoquismo, é preciso reforçar que a data escolhida tem um sentido para além do fetiche de viver sadismo ou masoquismo na cama. O BDSM pode ser encarado e vivido muito além do sexo, como um estilo de vida.

BDSM é o acrônimo de Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo, práticas fetichistas que têm como principal preceito a hierarquia e a obediência.

Foto de cima de um homem vestido com harness BDSM, sendo puxado pela coleira pelas mãos de uma mulher - Metrópoles

O artista, produtor cultural e expert no assunto, Heitor Werneck aponta que viver o BDSM vai muito além das imagens de algemas, látex ou chicotes. Para quem mergulha de verdade nesse universo, o sadomasoquismo é uma forma de se relacionar com o outro baseada em confiança, entrega e liberdade com responsabilidade.

A escolha da data também não aconteceu de forma aleatória. Ela homenageia um estilo de vida vivenciado por muitos praticantes 24 horas por dia, 7 dias por semana, ou simplesmente, 24/7, e celebra a pluralidade dos desejos.

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Kink é o nome dado ao sexo que foge do que é considerado "normal" pela sociedade
Os fetiches podem variar dos mais leves aos mais extremos
Fetiches podem ser práticas sexuais normais, desde que praticadas com consentimento e segurança, sem causar sofrimento a ninguém
No repertório sexual das pessoas mundo afora, existem os mais variados fetiches
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No repertório sexual das pessoas mundo afora, existem os mais variados fetiches

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Kink é o nome dado ao sexo que foge do que é considerado "normal" pela sociedade
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Kink é o nome dado ao sexo que foge do que é considerado "normal" pela sociedade

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Os fetiches podem variar dos mais leves aos mais extremos
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Os fetiches podem variar dos mais leves aos mais extremos

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Fetiches podem ser práticas sexuais normais, desde que praticadas com consentimento e segurança, sem causar sofrimento a ninguém
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Fetiches podem ser práticas sexuais normais, desde que praticadas com consentimento e segurança, sem causar sofrimento a ninguém

Navee Sangvitoon/Getty Images

“Vivemos em uma sociedade que quer controlar nossos corpos, nossos desejos e nossas identidades. O BDSM, quando vivido com ética, é uma resposta. É um grito de liberdade,” acrescenta.

“Viver o BDSM 24 horas por dia não é estar em sessão o tempo todo. É viver dentro de um acordo emocional, físico e simbólico, onde as regras do prazer são claras para todos os envolvidos”, explica Heitor.

Heitor é criador do Projeto Luxúria, que há 19 anos é voltado para o público fetichista. “Quando duas pessoas vivem o BDSM de forma integral, elas estão o tempo todo se escolhendo dentro de um pacto. É cuidado, é escuta, é erotismo, sim, mas também é um tipo de afeto muito sofisticado. É se responsabilizar pelo outro.”

Acessórios de BDSM pendurados na parede
Chicotes e coleiras são comuns nos jogos de submissão

Apesar disso, Heitor acrescenta que o 24/7 não quer dizer uma sessão eterna, mas um modo de viver com códigos combinados. “É um teatro da vida com roteiro assinado por quem vive. E não ditado por uma moral conservadora”, afirma.

Cuidado e consciência

O BDSM ético é estruturado sobre princípios claros: SSC (são, seguro e consensual) e RACK (risco assumido com consentimento). Heitor reforça que não há espaço para violência ou imposição.

“Não existe prática válida se não houver conversa, palavra de segurança e cuidado antes, durante e depois. BDSM sem consentimento é abuso. E isso precisa estar muito claro”, completa Heitor.

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