Dia do BDSM: expert conta como viver o fetiche 24 horas por dia
Aprenda com uma especialista como incorporar à prática no seu cotidiano, transformando-a em estilo de vida

No dia 24 de julho, é celebrado o Dia Mundial do BDSM. Embora o termo remeta ao sadomasoquismo, é preciso reforçar que a data escolhida tem um sentido para além do fetiche de viver sadismo ou masoquismo na cama. O BDSM pode ser encarado e vivido muito além do sexo, como um estilo de vida.

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Ver todasBDSM é o acrônimo de Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo, práticas fetichistas que têm como principal preceito a hierarquia e a obediência.

O artista, produtor cultural e expert no assunto, Heitor Werneck aponta que viver o BDSM vai muito além das imagens de algemas, látex ou chicotes. Para quem mergulha de verdade nesse universo, o sadomasoquismo é uma forma de se relacionar com o outro baseada em confiança, entrega e liberdade com responsabilidade.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA escolha da data também não aconteceu de forma aleatória. Ela homenageia um estilo de vida vivenciado por muitos praticantes 24 horas por dia, 7 dias por semana, ou simplesmente, 24/7, e celebra a pluralidade dos desejos.
“Vivemos em uma sociedade que quer controlar nossos corpos, nossos desejos e nossas identidades. O BDSM, quando vivido com ética, é uma resposta. É um grito de liberdade,” acrescenta.
“Viver o BDSM 24 horas por dia não é estar em sessão o tempo todo. É viver dentro de um acordo emocional, físico e simbólico, onde as regras do prazer são claras para todos os envolvidos”, explica Heitor.
Heitor é criador do Projeto Luxúria, que há 19 anos é voltado para o público fetichista. “Quando duas pessoas vivem o BDSM de forma integral, elas estão o tempo todo se escolhendo dentro de um pacto. É cuidado, é escuta, é erotismo, sim, mas também é um tipo de afeto muito sofisticado. É se responsabilizar pelo outro.”

Apesar disso, Heitor acrescenta que o 24/7 não quer dizer uma sessão eterna, mas um modo de viver com códigos combinados. “É um teatro da vida com roteiro assinado por quem vive. E não ditado por uma moral conservadora”, afirma.
Cuidado e consciência
O BDSM ético é estruturado sobre princípios claros: SSC (são, seguro e consensual) e RACK (risco assumido com consentimento). Heitor reforça que não há espaço para violência ou imposição.
“Não existe prática válida se não houver conversa, palavra de segurança e cuidado antes, durante e depois. BDSM sem consentimento é abuso. E isso precisa estar muito claro”, completa Heitor.













