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Pouca vergonha

Sexo sem apego: expert revela como não se apaixonar pelo "pau amigo"

Quando o corpo entra em cena, ele pode trair o coração e bagunçar até a amizade mais leve. Sexóloga ensina como manter os limites

22/07/2025 02:00
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foto colorida de casal de amigos

O famoso “pau amigo” ou amizade colorida é uma relação comum, mas também um terreno delicado, no qual o prazer pode, facilmente, se confundir com paixão. Para não transformar algo leve em dor de cabeça emocional, é preciso entender o que está em jogo.

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A sexóloga Alessandra Araújo alerta que o corpo pode trair o coração. Durante o sexo, hormônios como a oxitocina são liberados e criam uma falsa sensação de vínculo romântico. “É como adicionar um tempero delicioso a um prato que já era bom. A mistura pode ser irresistível e difícil de separar”, comenta. Quando já existe afeto pela pessoa, o cérebro pode interpretar o tesão como amor — e aí mora o risco.

Alguns sinais mostram que os sentimentos começaram a extrapolar os limites do combinado: ciúmes disfarçados, planos de futuro, cobranças por atenção ou mudanças no tom das mensagens. Alessandra explica que não é preciso cortar a relação de imediato, mas que é fundamental conversar com honestidade. “Se um dos lados começa a se machucar, é hora de repensar a dinâmica ou dar um tempo para esfriar o emocional”, afirma.

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O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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De acordo com a especialista, blindar o coração exige estratégia. “Ter regras claras, evitar programas típicos de casal, manter a individualidade e não romantizar a relação são atitudes que ajudam a preservar o equilíbrio. Para quem tende a se apegar fácil, a recomendação é avaliar com honestidade se esse tipo de vínculo é saudável”, explica.

Por fim, para a sexóloga, a amizade colorida pode funcionar, sim — mas só quando ambos estão emocionalmente preparados para viver o prazer sem expectativas.