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Todo mundo tem fetiche: entenda o que é
As fantasias fazem parte da sexualidade humana e os fetiches podem se manifestar de formas saudáveis e diversas
atualizado
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Caso você não saiba, sexo é muito mais do que apenas penetração. Basicamente, qualquer forma de toque ou brincadeira erótica entre duas ou mais pessoas (ou entre você e você mesmo) com o objetivo de obter prazer sensual “conta como” sexo. E seja você e seu brinquedo favorito se entregando a uma fantasia ou experimentando novas posições com um parceiro (ou dois, ou três, etc), muitas das suas atividades mais ousadas podem se enquadrar na categoria de fetiches e práticas sexuais alternativas.
Agora, independentemente do seu nível de interesse em práticas alternativas (e existe uma escala legítima para isso, então você pode descobrir), seja você um praticante experiente ou alguém 100% convencional, você pode estar se perguntando o que exatamente define uma prática alternativa — e, aliás, o que define um fetiche.

Fetiche é um termo abrangente para qualquer atividade sexual ou excitação que esteja fora do padrão do que geralmente é considerado sexual. Basicamente, um fetiche pode se referir a qualquer ato sexual, fantasia ou excitação que vá além da norma do sexo convencional.
Uma pesquisa realizada pelo aplicativo de relacionamento Flure, mostrou que 95% dos entrevistados sexualmente ativos admitiram curtir fetiches excêntricos no sexo, ou o sexo kink — porém, 60% se sentiam envergonhados ou preocupados em compartilhar seus desejos “mais profundos” com alguém.
Ao todo, foram entrevistadas 2 mil pessoas, e 51% dos entrevistados confessaram ter medo de que sua “cara metade” reagisse mal se soubesse a verdade sobre seus desejos mais picantes.
E fica o questionamento: de forma prática, o que é considerado uma prática de fetiche fora do convencional, conhecido como kinky? Naturalmente, há muita sobreposição entre fetiches e práticas sexuais alternativas, porque — como acontece com a sexualidade em geral — a maneira como se vivencia os interesses e comportamentos sexuais é cheia de nuances, e a forma como se fala sobre eles está em constante evolução.
Se você tem uma tara, um fetiche ou prefere um estilo de vida mais convencional, o importante é lembrar que o que você faz (ou quer fazer, ou fantasia fazer) é seu para experimentar e definir como achar melhor — e não deve haver absolutamente nenhuma vergonha nisso.

A sexóloga Érika Leite já explicou à Pouca Vergonha que as práticas kinkys ainda são vistas, muitas vezes, com maus olhos. “Tememos aceitar as preferências alheias por medo de estarmos assinando um atestado de que nos identificamos com elas. E uma coisa não tem a ver com a outra”, comenta.
“Desde muito tempo, começaram a ser criadas regras sobre o que é certo ou errado no comportamento sexual. Com isso, pessoas que saem daquele padrão de ‘normalidade’ passam a ser consideradas não saudáveis, aberrações, pessoas que precisam de tratamento…”, explica.
Vale lembrar que essa está longe de ser a realidade. Todo e qualquer comportamento sexual que tenha consentimento, não faça mal a ninguém e não coloque o bem-estar de nenhum dos envolvidos em risco é um comportamento normal e saudável. Ou seja: não seja tímido. Quando o assunto em questão é o “vuco-vuco”, a imaginação sempre vem para somar no pacote.






















