
Pouca vergonhaColunas

Entenda o que é a fluidez sexual, como a da atriz Alanis Guillen
A atriz Alanis Guillen revelou que se reconhece como uma pessoa de sexualidade fluida; entenda o que é
atualizado
Compartilhar notícia

Alanis Guillen vem chamando a atenção do público desde o seu primeiro protagonismo como Juma Marruá, na novela Pantanal. A atriz agora vive Lorena, uma mulher queer em Três Graças. Fora das câmeras, no entanto, a atriz mantém uma postura mais reservada quando o assunto é a sua vida amorosa. Apesar disso, a famosa já revelou que se reconhece como uma pessoa de sexualidade fluida — o que ela descobriu ainda na adolescência.
A expressão é usada por quem não se identifica permanentemente com classificações como bissexual ou lésbica e entende a própria vivência afetiva de maneira mais aberta.

No que tange às orientações sexuais, um dos termos que tem ganhado visibilidade e ainda gera muitas dúvidas é a sexualidade fluida. A Pouca Vergonha já abordou o assunto.
Entenda:
- A fluidez sexual é um termo cunhado por Lisa Diamond para designar uma mudança natural, ao longo da vida dos indivíduos, de orientação, desejo, expressão sexual e identidade.
- Fluidez sexual significa que sua orientação sexual não é fixa.
- As atrações, os comportamentos sexuais ou a identidade sexual de uma pessoa com fluidez sexual podem mudar ao longo da vida, geralmente em resposta a diferentes situações, experiências ou pessoas.
- Essa fluidez acontece como parte da complexidade do que é a sexualidade, dado que ela é um produto de fatores fisiológicos e experienciais.
- A fluidez sexual é diferente de ter uma identidade de orientação sexual fixa, como ser exclusivamente heterossexual, homossexual, bissexual ou assexual.
- Qualquer pessoa pode ter fluidez sexual se perceber que seus padrões de atração são inconsistentes e flexíveis.
Em entrevista anterior, o terapeuta sexual André Almeida, explicou que a sexualidade fluida é um produto de fatores fisiológicos e experienciais. “Assim como acontece com outros aspectos da nossa personalidade, vivenciar coisas novas, se expor a novas culturas, aprender a apreciar novas estéticas e belezas e descobrir novas identidades que lhes vistam melhor podem levar um indivíduo a mudar — em menor ou maior grau e de forma natural — sua percepção acerca da própria orientação e identidade.”
André elucida que é comum vivenciar esse tipo de questão ao longo da vida, uma vez que todos estão em constante mudança em nível fisiológico e experimental.
“As pessoas descobrem, todos os dias, novas formas de expressão que melhor comportem sua subjetividade. Dessa forma, há pessoas que irão vivenciar maior fluidez e outras que vão passar por uma maior ‘estabilidade’. É importante que aprendamos a conviver com as mudanças. Tudo é válido”, pontua.














