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Role Play: como interpretar papeis no sexo sem ficar com vergonha
Os fetiches de dramatização, chamados Role Play, podem levar o casal a criar vários cenários que despertam o tesão no sexo
atualizado
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A dramatização sexual é uma maneira divertida de mergulhar nas suas fantasias sexuais e experimentar um pouco de jogo de poder — se é isso que você curte. À medida em que a sociedade se torna cada vez mais aberta em relação ao sexo e aos fetiches, não deveria ser uma supresa que mais pessoas estejam explorando cenários e fantasias sexuais por meio da atuação e da imaginação.
Porém, se você nunca antes experimentou a dramatização, conhecida como Role Play, pode ser uma perspectiva assustadora e um pouco cômica, e surgir a dúvida — por onde começar?

A psicóloga Anastácia Barbosa explica que o fetiche de interpretações ou de dramatizações no campo sexual é uma maneira de o sujeito brincar com suas próprias identidades e desejos.
“No sexo, nós não estamos falando apenas de corpos, e sim de significados. Explorar esse fetiche é, de certa forma, uma maneira de dar corpo à imaginação de viver aquilo que talvez na vida ‘real’ não seja possível”, destaca.
Ou seja, mais do que se fantasiar de bombeiro ou fingir ser a secretária(o) safada(o) de um grande CEO, a dramatização é um cenário simbólico no qual o desejo encontra espaço para existir sem culpa.
Vitor Mello, sexólogo e especialista em harmonização íntima masculina, explica que o Role Play “é como uma peça de teatro íntima, em que cada um interpreta um papel diferente do cotidiano. O objetivo é quebrar a rotina e ampliar as possibilidades de prazer.”
Primeiro passo: diálogo
O mais importante ao experimentar algo novo é, como sempre, a comunicação. Portanto, é uma boa ideia conversar com seu(s) parceiro(s) antes. Essa conversa de aquecimento é um momento para discutir expectativas, limites e palavras de segurança. “É preciso criar um ambiente de confiança e curiosidade mútua. Não se trata de impor uma fantasia, mas de convidar o outro a brincar junto”, afirma Anastácia.

“Você pode começar falando de forma leve, talvez partilhando um pensamento, uma cena de filme, algo que desperte curiosidade. O importante é não transformar isso em uma cobrança de desempenho, e sim em um espaço de experimentação. O erotismo precisa ser leve para ser vivo”, salienta.
Como perder a vergonha para viver?
Além disso, boas notícias: quando se trata de nervosismo ou constrangimento, não se preocupe. A menos que você seja um ator altamente qualificado e esteja pronto para usar o método completo, a pressão para ser completamente sério pode fazer com que as coisas pareçam menos divertidas e divertidas.
“A vergonha nasce quando confundimos o que é íntimo com o que é errado. O desejo não é moral, ele é humano”, destaca a psicóloga. “Quando você se permite entrar em um jogo de interpretações, está se aproximando do seu inconsciente, das suas partes mais escondidas.”
A expert emenda que a chave é relaxar, entender que o corpo fala uma língua própria, e viver o prazer é, de certa forma, reconciliar-se com quem você é. “A vergonha vai embora quando você entende que o erotismo é uma forma de autoconhecimento.”
Como começar?
Anastácia acrescenta que antes de qualquer prática, é importante se perguntar: “O que essa fantasia desperta em mim? O que eu busco sentir com isso?”.
Depois disso, vale conversar com a parceria e experimentar algo pequeno e simbólico, como uma roupa, um gesto e até uma palavra.






















