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Anal, orgia e cuckold são os fetiches mais populares no Brasil
Uma pesquisa analisou quais os fetiches estão nas preferencias nos brasileiros; veja quais são e o que é cada um deles
atualizado
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Imagina um funcionário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tocando sua campainha ou interfone e te perguntando qual o seu maior fetiche. Parece loucura, mas uma pesquisa feita pela plataforma Sexlog destacou os principais desejos sexuais de alguns brasileiros. A plataforma lançou mais um Censo dos Fetiches e confirmou uma tendência que já vinha se repetindo: o sexo anal segue como principal preferência dos brasileiros.
O interesse aparece em 73,6% dos novos cadastros — mais de 163 mil marcações — mantendo liderança em todas as regiões, estados e grandes cidades do país. O levantamento analisou as escolhas feitas por 1,7 milhão de usuários durante o cadastro na plataforma, etapa em que é possível selecionar fantasias e interesses.
Como cada pessoa pode marcar múltiplas opções, os percentuais não são excludentes. Logo atrás do sexo anal, aparecem orgia (52,4%), cuckold (46,9%), dotado (44,9%) e voyeurismo (44,8%).
Além disso, fantasias como orgia, cuckold e voyeurismo se mantêm em alta, reforçando o interesse por dinâmicas que envolvem contexto, roteiro e negociação.
Outros fetiches que aparecem com força nacionalmente incluem gang bang e dupla penetração, ambos acima de 44%, indicando que o imaginário coletivo continua valorizando experiências compartilhadas — ainda que muitas vezes isso fique apenas no campo da fantasia.

Apesar da consistência do ranking geral, o desejo ganha sotaques regionais. No Centro-Oeste, há alto interesse por sexo no mesmo ambiente (49,3%) e ménage feminino com mulheres bissexuais (46,9%). No Nordeste, o exibicionismo aparece com destaque (40,6%). Já o Norte se sobressai pelo interesse em ménage masculino com homens bissexuais (24%). No Sudeste, o sexo a dois (72,8%) permanece como base principal, enquanto o Sul lidera no ménage feminino (47,8%).
Mas, o que é um fetiche?
A ginecologista Rebeca Filgueiras destaca, em entrevista à coluna Pouca Vergonha, que o fetiche é o que desperta no outro um intenso desejo sexual. “Ele pode ser de origem psicológica, antropológica ou cultural, algo que desperte um comportamento que traga prazer em atividades diversas.”
A profissional afirma que explorar a sexualidade de forma saudável, com fetiches, é essencial para a autodescoberta. Mas, nem por isso, os fetiches devem ser feitos sem cuidado. Rebeca destaca que a prática de um fetiche tem que ser feita de maneira consensual e não pode ultrapassar os limites das partes envolvidas.
A especialista ainda salienta que tudo pode interferir na escolha de fetiches, como a religião, a cultura, questões sociais e morais. “O Brasil é um país muito grande com uma pluralidade muito diferente de uma região para outra. A forma de se comportar, de se vestir, lugares que frequentam, a cultura são pontos que vão moldando um indivíduo.”
























