Sexóloga explica por que mantemos o sexo com pessoas que deveríamos evitar
Você já se pegou caindo novamente na cama daquele ex-ficante que cortou contato? Sexóloga explica malefícios e como se livrar das recaídas
08/10/2026 02:00

Especialmente em relações de “ficantes” e ex-parceiros, não é difícil encontrar quem se queixe de ainda manter contato sexual com uma pessoa que deveria, na verdade, se afastar completamente. Mesmo diante de brigas e incompatibilidades emocionais, muita gente acha difícil desapegar do outro porque é o sexo é bom — e cheio de adrenalina, diga-se de passagem.

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Ver todasAo Metrópoles, a sexóloga Stephanie Seitz explica que nem toda recaída é sobre amor, sendo, muitas vezes, motivada por ego e conforto com o que já é conhecido.
“Às vezes você sente falta de ser desejada por aquela pessoa. De receber a mensagem. De perceber que ela ainda te quer. Da adrenalina daquela relação. Da química sexual. Ou até daquela sensação de ‘eu ainda tenho algum poder aqui’. Além disso, você já sabe como aquela pessoa beija, toca e transa. Conhecer alguém novo exige começar do zero, voltar para alguém conhecido exige só uma mensagem”, detalha.
Os sentimentos vão além da cama
Embora, no momento do sexo, possa desencadear sentimentos e até hormônios que geram sensações positivas, o comportamento não é nada benéfico a longo prazo. Segundo a especialista, a relação sexual acaba prolongando o vínculo emocional, já que alimenta a parte do relacionamento que ainda não foi superada.
Na maioria dos casos, as pessoas que mantêm esse tipo de relação não querem, necessariamente, reatar.
Entre no canal de WhatsApp do Vida e Estilo“Às vezes você quer aquela sensação, aquela intimidade, aquela química. O problema é que o corpo vive aquele reencontro no presente enquanto a sua razão estava tentando colocar aquela história no passado”, alerta.
Stephanie acrescenta outra armadilha: depois do sexo, é muito comum confundir proximidade com mudança.

“A pessoa continua sendo exatamente aquela que não entregava o que você precisava ou com quem a relação simplesmente não funcionava. Nada disso mudou porque vocês tiveram uma noite maravilhosa. Só que naquele momento houve carinho, intimidade e desejo. Talvez vocês tenham dormido juntos, conversado e aquilo pode reacender uma esperança que já estava começando a morrer”, reforça.
Como resolver?
Para identificar se a situação se trata de uma escolha prazerosa ou de uma dificuldade em romper o vínculo, a sexóloga orienta observar os sentimentos que ficam depois que o outro vai embora. “Porque você pode estar tendo duas horas maravilhosas e pagando por elas com três dias de ansiedade. Esse custo emocional também precisa entrar na conta”, afirma.

Outra dica é fazer uma autorreflexão: “Se eu soubesse que essa pessoa nunca vai me oferecer nada além desse sexo, eu ainda toparia?”.
Se a resposta sincera for sim, não há problema em reconhecer que adultos podem, sim, escolher ter relacionamentos exclusivamente sexuais. Do contrário, talvez o sexo signifique apenas uma forma de não se desvincular.
A fim de ajudar quem não faz ideia de por onde começar para sair da situação, Seitz deixa mais alguns conselhos.
“Não existe uma resposta sexy. Às vezes você precisa parar de se colocar à prova. Criar distância de verdade pode ser necessário para você descobrir como se sente quando a pessoa deixa de ocupar tanto espaço. E eu não trataria recaída como fracasso. Às vezes você volta, percebe de novo por que tinha ido embora e aprende algo novo no processo”, encerra.















