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Pouca vergonha

Perder a atração sexual no parceiro não significa o fim de uma relação

Polêmica entre os casais, a perda da atração sexual nem sempre significa que a relação está fadada ao fracasso. Veja o que diz a ciência

06/08/2026 15:41
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Foto colorida de casal com expressão de frustração

Para a maioria da pessoas, perder a atração sexual pelo parceiro pode significar quase uma “sentença de morte” para a relação. A ciência, porém, contraria isso: segundo um artigo publicado na Psychology Today, uma vida sexual satisfatória não está associada, necessariamente, a uma vontade intensa de transar com o par a todo momento.

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Para Sheila Robinson-Kiss, autora do estudo, a estabilidade do desejo sexual, na verdade, pode indicar que a relação alcançou níveis importantes de maturidade

Esse fenômeno, de acordo com ela, tem um nome: desejo responsivo. Aqui, ao contrário do desejo espontâneo — aquele que é repentino e impossível de ignorar—, as coisas se desenvolvem de forma mais lenta. Quando o assunto é sexo, por exemplo, a iniciativa precisa ocorrer por meio do toque, da proximidade física e de um compartilhamento emocional. 

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Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
No sexo, a liberdade permite testar novas posições e descobrir novas formas de prazer
O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)

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Sem isso, principalmente os casais de longa data deixam de sentir atração pelo parceiro — já que ela não acontece mais de forma espontânea.

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Os problemas, portanto, acabam surgindo quando os pares não entendem que precisam alimentar esse interesse um no outro.

Por último, Sheila lembrou a importância de não romantizar as dinâmicas de solteiros, das comédias românticas e até dos relacionamentos mais tradicionais. Para manter uma vida sexual satisfatória — e isso nada tem a ver com frequência —, o importante é entender que, a longo prazo, o que funciona é a reconstrução diária do amor e do tesão.