Na Mira

No rastro da Devoradora, casais fazem “swingada mascarada” no Polo JK

Enquanto a “Devoradora do Cerrado” caça em silêncio, casais mascarados transformam o asfalto em palco para postagens nas redes sociais

atualizado

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Reprodução/Redes socias
mulher no capô do carro
1 de 1 mulher no capô do carro - Foto: Reprodução/Redes socias

O desejo escondido por entre os matagais que crescem nas cercanias do Polo JK, em Santa Maria, delimita as fronteiras de um verdadeiro latifúndio da luxúria. Se a mística da “Devoradora do Cerrado“, a platinada insaciável que faz dos desconhecidos seu banquete particular, colocou a região no mapa brasiliense da sacanagem ao ar livre, a continuação dessa saga revela que o local abriga uma hierarquia de prazeres ainda mais profunda e despudorada.

A coluna Na Mira finaliza a trilogia de matérias sobre a região com uma nova e apimentada história. Nas sombras que emolduram as indústrias silenciosas, o polo industrial se divide em territórios de desejos, nem tão ocultos assim. A poucos metros de onde a morena voraz comanda seu exército de homens, as ruas desertas servem de reduto para a “luta de espadas”.

Ali, o papo é reto, seco e direto: homens estacionam seus carros para um embate de vigor bruto, onde o “pau quebra” entre iguais, em encontros rápidos e silenciosos que terminam tão abruptamente quanto começam. Mas isso não é tudo. O cardápio profano vai além.

A swingueira mascarada

O ecossistema do pecado no Polo JK ganhou um novo e audacioso capítulo. Para além do domínio da Devoradora e do duelo dos homens, surge o cenário do dogging e da swingueira filmada. Agora, casais de longa data buscam o breu de Santa Maria para oferecer a mulher ao “deguste” de estranhos que surgem do matagal, transformando o ato em um show digital para comunidades de fetiche no X, o antigo Twitter.

A exibição é total. Sem o menor sinal de embaraço, essas aventuras são registradas em ângulos explícitos e postadas em perfis que se gabam da libertinagem sob as estrelas. Em uma das postagens que viralizou entre os frequentadores, uma mulher descreve a experiência com uma crueza que desafia os bons costumes:

“No escuro do Polo JK… fiz minha primeira aventura de dogging. Dei para um macho desconhecido enquanto meu corno filmava tudo”, relata a legenda, acompanhada de um vídeo onde ela, nua em pelo e usando apenas uma máscara para manter um frágil anonimato, se entrega ao desconhecido sobre o capô quente do carro.

O legado da Devoradora

A presença dessas novas modalidades de prazer parece ser um reflexo do rastro deixado pela Devoradora do Cerrado. Ela, que se tornou a entidade máxima da região, estabeleceu o Polo JK como um local de liberdade absoluta. A figura da mulher de cabelos curtos, que não aceita dinheiro e exige o uso de preservativos sob a vigilância de seu “guardião”, continua sendo a referência para quem busca o local.

A Devoradora não é apenas uma personagem; ela é o espírito que autoriza a ocupação daquelas ruas. Enquanto ela permanece em seu trono de relva, os outros, sejam os homens na “luta de espadas” ou os casais no “dogging”, sentem-se seguros para explorar seus próprios limites carnais.

Risco e crime

Embora a atmosfera seja de festa e entrega, a lei não faz distinção entre o fetiche e a contravenção. A exposição pública do sexo, seja para a lente de um celular ou para os olhos de quem passa, esbarra no Artigo 233 do Código Penal.

A infração está relacionada à praticar ato obsceno em lugar público ou exposto ao público. A consequência é a detenção de 3 meses a 1 ano, além da exposição criminal que pode ser tão permanente quanto os vídeos postados na rede.

 

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