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Magno Malta tem revés em ação contra técnica que o acusa de agressão

Justiça do DF arquivou caso de Magno Malta contra técnica de enfermagem. Ele registrou ocorrência após a profissional o acusar de agressão

06/08/2026 10:32, atualizado 06/08/2026 11:51
Reprodução/ Redes sociais
Imagem colorida mostra Malta no hospital - Metrópoles

O senador Magno Malta (PL-ES) teve revés em ação envolvendo o episódio no qual ele teria agredido técnica de enfermagem durante exame em Brasília.

Após ser acusado de agressão pela profissional de saúde, o senador registrou boletim de ocorrência contra a técnica de enfermagem por lesão corporal culposa, em relação ao extravasamento de contraste (saída do líquido de dentro do vaso sanguíneo) durante exame de angiotomografia realizado no Hospital DF Star.

Em decisão expedida no dia 21 de julho, a Justiça do Distrito Federal arquivou o termo circunstanciado iniciado a partir da denúncia de Magno Malta contra a técnica de enfermagem. 

O Metrópoles apurou que a decisão do 2º Juizado Especial Criminal de Brasília segue entendimento do Ministério Público que concluiu pela “ausência de elementos mínimos que indicassem a falta do dever de cuidado por parte da profissional”.

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Técnica que acusa Magno Malta de agressão rompe silêncio: “Me sinto um lixo”
Caso aconteceu em 30 de abril, no Hospital DF Star
No ato, os membros prestaram apoio a técnica de enfermagem que denunciou o senador Magno Malta (PL-ES)
O ato também denunciou a crescente violência contra profissionais da área de formação
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Com eletrodos na cabeça, Magno Malta nega agressão a técnica: "Mentira"
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Com eletrodos na cabeça, Magno Malta nega agressão a técnica: "Mentira"

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Técnica que acusa Magno Malta de agressão rompe silêncio: “Me sinto um lixo”
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Técnica que acusa Magno Malta de agressão rompe silêncio: “Me sinto um lixo”

Reprodução/YouTube
Caso aconteceu em 30 de abril, no Hospital DF Star
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Caso aconteceu em 30 de abril, no Hospital DF Star

No ato, os membros prestaram apoio a técnica de enfermagem que denunciou o senador Magno Malta (PL-ES)
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No ato, os membros prestaram apoio a técnica de enfermagem que denunciou o senador Magno Malta (PL-ES)

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
O ato também denunciou a crescente violência contra profissionais da área de formação
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HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
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O MP destacou depoimento de médico plantonista segundo o qual a técnica em enfermagem “realizou todos os procedimentos de forma regular e em conformidade com o protocolo médico adotado pela unidade hospitalar”.

O acesso venoso já tinha sido realizado previamente em outro setor, ou seja, não foi realizado pela profissional que denunciou ter sido agredida por Magno Malta. O contraste chegou a fluir normalmente no início do exame, sendo que o extravasamento ocorreu depois, de acordo com o relato médico.

Segundo o MP, “não há qualquer elemento concreto apto a demonstrar negligência, imprudência ou imperícia por parte da investigada, requisito indispensável para configuração do delito culposo”.

O órgão afirmou que os elementos colhidos durante a investigação indicam que o procedimento “foi realizado de acordo com os protocolos técnicos adequados, tendo a intercorrência decorrido de risco inerente ao próprio procedimento médico”.

O 2º Juizado Especial Criminal de Brasília, então, determinou o arquivamento dos autos por falta de justa causa para a ação penal contra a técnica de enfermagem.

Já o processo no qual a profissional de saúde acusa Magno Malta de desferir um tapa contra ela dentro do hospital, após o extravasamento do contraste, continua tramitando na Justiça do DF.

Em nota, o senador Magno Malta disse que respeita a decisão da Justiça.

“A decisão judicial analisou especificamente a parte relacionada à atuação da profissional, sem atribuir responsabilidade ao senador e sem encerrar a análise dos demais fatos relacionados ao caso. Diante disso, o senador aguarda o andamento regular do processo”, declarou.

Procurada, a defesa da técnica de enfermagem não quis comentar o caso.

Lembre o caso

A técnica de enfermagem do Hospital DF Star relatou à polícia, no dia 30 de abril de 2026, que Magno Malta estava na sala de tomografia para realização do exame. O caso foi revelado pela coluna Na Mira, do Metrópoles.

Ela afirmou que identificou uma oclusão e pressão, interrompendo o procedimento. A profissional foi até o senador e informou a ele que precisaria fazer uma compressão no braço.

A técnica, então, relatou que, quando se aproximou para ajudá-lo, “ele desferiu um tapa forte no rosto da vítima, chegando a entortar seus óculos”. Ela informou que foi Magno Malta a xingou de “incompetente” e “imunda”.

Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, a técnica afirmou que não conhecia o político. Ela declarou ter ficado abalada com a repercussão do caso: “Me sinto um lixo, sem importância alguma”. Assista:

O senador afirmou à polícia que o extravasamento de contraste no membro superior direito ocasionou “dor intensa, hematoma e possível comprometimento vascular”. Por isso, segundo o relato, “apresentou reação compatível com o sofrimento físico experimentado”. O senador, porém, negou ter praticado “qualquer ato de agressão física contra profissionais de saúde”.