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Pouca vergonha

Mulheres também podem "brochar" no sexo; entenda as causas e como agir

Ao contrário do que muita gente pensa, "brochar" não é algo exclusivo dos homens. Entenda como a perda de excitação pode afetar as mulheres

04/08/2026 02:00
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Mulheres também podem “brochar” no sexo; entenda as causas e como agir

Quando o assunto é “brochar”, a maioria das pessoas logo pensa nos homens. A verdade, porém, é que as mulheres também podem perder a excitação, interromper a resposta do corpo ou simplesmente deixar de sentir vontade no meio do ato. A diferença, nesse caso, é que, como os sinais femininos são menos visíveis, o assunto costuma ser cercado de silêncio e incompreensão.

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Entenda o assunto

Ao Metrópoles, o neurocientista Eduardo Omeltech, especialista em sexologia, destaca que a resposta sexual feminina depende dos mesmos mecanismos fisiológicos básicos da masculina.O clitóris é tecido erétil, a vagina lubrifica e o fluxo sanguíneo aumenta. Tudo isso obedece ao sistema nervoso parassimpático, o ramo do relaxamento”, explica.

Mulheres também podem “brochar” no sexo; entenda as causas e como agir - destaque galeria
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Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
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O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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Ou seja, quando esse estado de segurança desaparece, o organismo muda de funcionamento. Situações de estresse, medo, pressão ou autocrítica ativam o sistema nervoso simpático, responsável pelas respostas de alerta.

Com isso, o fluxo sanguíneo é direcionado para outras partes do corpo, a lubrificação diminui e a excitação cai de forma repentina.

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Isso tem nome na sexologia, transtorno da excitação sexual feminina. Mas o nome que importa é outro. É o corpo dizendo que ali não tem segurança suficiente pra ele se abrir. ‘Brochar’ nunca é falta de amor. É neurofisiologia protegendo alguém de uma ameaça que só o inconsciente enxergou”, comenta o especialista.

Nem tudo é sobre o sexo

Ao contrário do que muitos imaginam, a perda do tesão nem sempre está ligada ao parceiro ou ao que acontece durante o sexo. Muitas vezes, o principal obstáculo está nos pensamentos que ocupam a mente naquele momento. “O maior assassino do desejo feminino não é a falta de atração, é o excesso de vigilância”, afirma Omeltech.

O prazer depende de uma série de fatores

Por conta disso, fatores como carga mental, conflitos não resolvidos, ressentimentos, insegurança e a sensação de obrigação podem comprometer o desejo. Para o especialista, o contexto emocional tem papel decisivo na sexualidade feminina e influencia diretamente a resposta do corpo.

O alerta, nesse caso, surge quando isso se torna frequente ou provoca sofrimento. Nessas circunstâncias, diferentes questões podem estar envolvidas, desde alterações hormonais até feitos colaterais de medicamentos, especialmente alguns antidepressivos.

O corpo guarda memória do que doeu e, às vezes, ele fecha no presente pra proteger de uma dor antiga que a mente consciente nem acessa”, chama atenção.

Os parceiros devem ter cuidado com a pressão

O papel do parceiro

De acordo com o neurocientista, enquanto parceiro o pior caminho é interpretar a perda de desejo como rejeição pessoal — já que cobranças, frustrações e pressões tendem a aumentar ainda mais o bloqueio. Em vez de exigir explicações ou insistir na continuidade, o ideal é abrir espaço para o diálogo e buscar compreender o que está acontecendo.

Se a dificuldade se repetir com frequência, a recomendação é procurar ajuda profissional para investigar possíveis causas físicas, hormonais e emocionais. “Porque desejo que some com frequência quase nunca é sobre sexo. É sobre o que ainda não foi dito, sentido ou curado, entre os dois ou dentro de um dos dois”, conclui.