Disfunção erétil não deve ser subestimada e exige atenção, diz médico
Questão comum entre os homens, a disfunção erétil pode ter origens físicas e psicológicas. Urologista revela quando procurar ajuda médica

Todo mundo sabe que, de vez em quando, a disfunção erétil faz parte da vida sexual de muitos homens — já que ansiedade, estresse, consumo de álcool e até problemas no relacionamento podem atrapalhar o desempenho em momento específicos. O alerta, porém, surge quando a dificuldade deixa de ser ocasional e passa a se repetir, comprometendo a sexualidade e a autoestima.

Receba no seu email as notícias da coluna Pouca Vergonha
Frequência de envio: Semanal
Ver todasEm entrevista à coluna, o urologista Wagner Koko destaca que a ajuda deve ser procurada justamente nesse momento, em vez de recorrer a soluções “milagrosas” da internet. “É frequente encontrar homens usando medicamentos sem orientação, comprando suplementos com promessas milagrosas ou seguindo dicas de influenciadores que não têm respaldo”, orienta.
Vale ressaltar, segundo o especialista, que a disfunção erétil vai muito além de manter uma ereção. Em muitas circunstâncias, ela pode ser o primeiro sinal de que existe algum problema de saúde que ainda não foi identificado.
Buscar ajuda muda tudo
Acerca do tratamento, Koko reforça que, embora medicamentos para ereção sejam bastante conhecidos, eles não resolvem todos os casos. Por conta disso, antes de definir qualquer medida, ele explica que é preciso descobrir a origem da questão.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Muita gente acha que se resolve apenas com um comprimido, mas a verdade é que ela costuma ser um sinal de que alguma coisa não está funcionando”, alerta.

A investigação, portanto, começa no consultório, com a avaliação do histórico do paciente, doenças já existentes, medicamentos em uso e hábitos de vida. Dependendo da situação, também podem ser solicitados exames de sangue para verificar glicemia, colesterol, testosterona e outros hormônios, além do doppler peniano — exame que avalia a circulação sanguínea do órgão.
O tratamento
Quando a causa é identificada, o tratamento pode incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos, reposição hormonal, terapias injetáveis, dispositivos a vácuo, prótese peniana e, em situações específicas, terapias regenerativas, como as ondas de choque de baixa intensidade. A indicação, porém, varia de acordo com cada paciente.

Por último, Wagner lembra que nem toda dificuldade de ereção tem origem física.
Ansiedade de desempenho, medo de falhar, baixa autoestima e estresse também podem desencadear ou manter a disfunção e, por isso, o acompanhamento psicológico também é essencial. “Não existe fórmula mágica. Existe diagnóstico, acompanhamento e um tratamento planejado para cada paciente”, conclui.















