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Facesitting: posição diferente pode proporcionar mais orgasmos
Invista na sua vida sexual, aposte em novas posições, como o facesitting e chegue ao orgasmo de uma forma diferente
atualizado
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Quando o assunto é mulheres por cima durante o sexo, a posição de vaqueira costuma dominar as conversas. Nos últimos anos, ela virou símbolo de confiança, controle e protagonismo feminino na cama — embora pesquisas e relatos on-line mostrem que muitos homens admitam não gostar tanto assim da posição quanto aparentam. Mas um outro tipo de dinâmica vem crescendo silenciosamente em popularidade entre mulheres: o facesitting, também conhecido como “queening”.
A prática envolve sexo oral em uma posição em que a mulher se posiciona sobre o rosto do parceiro enquanto recebe estímulo. Bastante associada ao universo BDSM e às dinâmicas femdom, a prática deixou de ser vista apenas como um fetiche de nicho e passou a aparecer cada vez mais em conversas sobre prazer feminino e autonomia sexual.
Segundo o site de pornografia ética Sssh.com, que possui maioria de público feminino, o facesitting se tornou um dos conteúdos mais pedidos pelas usuárias da plataforma. A fundadora do site, Angie Rowntree, explica que o interesse não está necessariamente ligado à dominação extrema, mas sim à valorização do prazer feminino.
Para muitas mulheres, a posição oferece mais controle sobre ritmo, pressão e movimentos, fatores que podem facilitar o orgasmo. Em fóruns on-line e redes sociais, usuárias relatam que essa é uma das formas mais confortáveis de receber estímulo oral e se sentir completamente à vontade durante o sexo.
Algumas descrevem a experiência como uma mistura entre intimidade, confiança e liberdade para focar exclusivamente no próprio prazer.
A prática também gera discussões bem-humoradas na internet. Relatos no Reddit, de mulheres preocupadas em “esmagar” o parceiro durante o momento viralizam frequentemente em fóruns e aplicativos, enquanto outras contam situações engraçadas envolvendo excesso de empolgação no meio da experiência.
O tom descontraído das conversas mostra como o tema deixou de ser tratado apenas como tabu e passou a circular de maneira mais aberta entre casais.

Entre homens, o interesse pela prática também parece bastante alto. Muitos descrevem o facesitting como uma experiência visualmente excitante e associada à sensação de proximidade, entrega e admiração pelo corpo da parceira. Outros afirmam gostar justamente da dinâmica em que o prazer feminino assume o centro da relação.
O ginecologista César Patez destaca que o facesitting é uma prática sexual consensual em que o objetivo é estimular a região genital por meio do contato oral.
“Do ponto de vista médico, trata-se de uma variação de posição sexual que envolve intimidade, confiança e comunicação clara entre quem participa”, explica o profissional ao Metrópoles.
Segundo o profissional, o mais importante do facesitting é que exista consentimento explícito e diálogo prévio. “A posição deve ser confortável para ambos, sem pressão excessiva sobre o rosto ou o pescoço da parceria.”
César recomenda ajustar a postura, apoiar com as mãos ou joelhos e fazer pausas frequentes. “Isso ajuda a manter a experiência segura e prazerosa. Respiração livre e possibilidade de interromper a qualquer momento são essenciais”, orienta.
César também destaca que é essencial conversar sobre limites e sinais de desconforto. “Comecem de forma gradual, sem peso total do corpo, e priorizem o conforto físico. Higiene íntima, ambiente tranquilo e ausência de pressa fazem diferença. Se surgir qualquer dor, falta de ar ou desconforto, a prática deve ser interrompida imediatamente.”

























