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Dia da Pansexualidade: saiba mais sobre a orientação invisibilizada
Celebrada em 24 de maio, a data busca ampliar a conscientização sobre a pansexualidade e combater estigmas
atualizado
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Neste domingo, 24 de maio, é celebrado o Dia da Visibilidade Pansexual, data criada para dar mais representatividade às pessoas pansexuais e ampliar o debate sobre diversidade sexual, respeito e inclusão.
A pansexualidade é uma orientação sexual caracterizada pela atração afetiva, emocional, romântica ou sexual independentemente de gênero ou identidade de gênero. Pessoas pansexuais podem se relacionar com homens, mulheres, pessoas não binárias, transgênero e outras identidades.

A data também surge como forma de combater preconceitos e desinformações que ainda cercam a comunidade pansexual. Nas redes sociais, é comum que influenciadores, artistas e ativistas utilizem o momento para compartilhar relatos pessoais e discutir a importância da visibilidade LGBTQIAPN+.
“A sexualidade vai muito além de atração e questão de gênero. Cada uma dessas orientações trabalha uma questão funcional, cognitiva e comportamental do sujeito”, explica a psicóloga e sexóloga Alessandra Araújo.
Segundo a especialista, o fato de surgirem e serem discutidas cada vez mais variações de orientação muito se deve à maior clareza que as pessoas têm para se entender, uma vez que a sexualidade é um tabu menor hoje em dia.
“É muito importante que essa identificação não seja invalidada ou negligenciada, porque cada um funciona de uma forma diferente — e está tudo bem. Quando essas nomenclaturas são diminuídas e as pessoas não têm a permissividade necessária para se identificar, existe muito sofrimento psíquico”, afirma Alessandra.
Além da conscientização, o dia reforça debates sobre aceitação, pertencimento e saúde mental, especialmente entre jovens que ainda enfrentam dificuldades para falar abertamente sobre sexualidade. Organizações LGBTQIAPN+ destacam que a representatividade é importante para reduzir o isolamento e fortalecer redes de apoio.
Famosos como Boca Rosa, Reynaldo Gianecchini, Marcela Mc Gowan, Preta Gil e Miley Cyrus já falaram abertamente sobre se identificarem com a sexualidade.
De acordo com o terapeuta sexual André Almeida, pansexualidade é uma espécie de “cegueira” para gêneros. “Pansexuais sentem atração por pessoas, independente do gênero e levando em consideração todo o espectro de identidades possíveis – não binários, travestis, transexuais, e todos os outros”, explica.
Por isso, pansexualidade e bissexualidade não são a mesma coisa, ainda que sejam muito confundidos. “Quando falamos de bissexualidade, levamos em consideração apenas uma binariedade, o gênero homem e o gênero mulher. O pansexualismo vai além disso”, diz André.