Pesquisa revela que jovens estão preferindo sexo virtual ao real
Pesquisa mostra que cada vez mais pessoas preferem trocar mensagens picantes e explorar fantasias pelo celular

Esqueça a ideia de que o sexting existe apenas como “aquecimento” para o sexo presencial. Uma nova pesquisa mostra que muita gente está escolhendo trocar mensagens picantes no celular mesmo quando encontros reais seriam totalmente possíveis.

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Ver todasSegundo o levantamento da Dating.com, feito com 2 mil adultos, cerca de 14% dos entrevistados afirmaram já ter preferido o sexting ao sexo presencial simplesmente por vontade própria — não por distância, falta de tempo ou impossibilidade.

O motivo parece estar menos ligado ao sexo em si e mais à sensação de controle. Para parte dos participantes, o sexting oferece validação, flerte e excitação sem toda a vulnerabilidade emocional que acompanha a intimidade física. A possibilidade de “desligar” a conversa a qualquer momento também aparece como um dos fatores que mais atraem quem prefere esse tipo de interação digital.
A prática também virou espaço para explorar fantasias que talvez nunca saíssem do campo da imaginação na vida real. Quase um quarto dos entrevistados disse usar o sexting justamente para experimentar desejos que não teriam coragem de colocar em prática presencialmente.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO estudo aponta que em vez de substituir completamente o sexo, as mensagens funcionam como uma espécie de zona segura entre fantasia, curiosidade e intimidade controlada.
Outro ponto é como as fronteiras dos relacionamentos ficaram ainda mais confusas. Embora 83% das pessoas considerem sexting fora do relacionamento uma forma de traição, quase um quarto admitiu já ter feito isso mesmo assim. E mais: 22% disseram manter uma espécie de “parceiro fixo de sexting” enquanto se relacionavam com outra pessoa.
A pesquisa também mostra que o sexting já ultrapassou faz tempo o universo dos aplicativos de namoro. Quatro em cada dez entrevistados disseram já ter trocado mensagens íntimas com amigos considerados “platônicos”, enquanto mais de 20% admitiram tocar mensagens durante o expediente de trabalho — 16% com alguém on-line e 5% com um colega de trabalho. 6% afirmam ter priorizado o sexting em detrimento das tarefas de trabalho.
Para explorar o sexo virtual, a Pouca Vergonha conversou com a sexóloga Amanda Nunes que apontou que o primeiro passo a ser dado é fazer a proposta, o que pode ser complicado para quem nunca transou virtualmente. “Muita gente tem receio do que o parceiro pode pensar. É impossível prever isso, mas o mais importante é a transparência quanto aos seus desejos e vontades”, explica.
Um dos métodos mais conhecidos e usados para o sexo virtual é a boa e velha webcam. Afinal, fica muito mais fácil brincar com a imaginação com um estímulo visual da parceria.
O segredo é, mesmo com a distância, caprichar na produção e criar um clima propício, como se fosse um encontro físico. Além disso, a profissional destaca que o sexo virtual também precisa de preliminares. Estimulem um ao outro, curtam a experiência.
Caso não haja a possibilidade de usar a câmera, seja por não estar sozinho em casa ou por timidez que pode envolver a primeira experiência, o sexo por texto — também conhecido como sexting — pode ser uma opção. A proposta é a mesma, apenas sem imagens.
“Você pode apenas falar e explicar as diversas reações que está sentindo, ou o que gostaria de fazer com a pessoa, como ‘quero te beijar ali’, ou ‘quero te tocar assim’”, exemplifica a sexóloga.

























