Pouca vergonha

Como o uso de canetas emagrecedoras pode afetar a vida sexual

Para alguns, o emagrecimento melhora a autoestima e a vida sexual; para outros, as mudanças metabólicas afetam a libido

atualizado

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As chamadas “canetas emagrecedoras” se tornaram protagonistas de uma verdadeira revolução no cuidado com o corpo. Indicadas inicialmente para o tratamento de doenças metabólicas, elas rapidamente ganharam popularidade por promoverem perda de peso significativa. Mas, em meio aos números na balança e às transformações físicas, um outro aspecto começa a entrar na conversa: a vida sexual.

A perda de peso pode impactar diretamente o desejo, a disposição e até a confiança na intimidade. Em alguns casos, o efeito é positivo, com aumento da libido e melhora na performance. Em outros, porém, alterações hormonais e efeitos colaterais podem provocar o caminho inverso.

Uma caneta Ozempic em um guardanapo ao lado de um prato de comida não saudável, conceito de tratamento médico, controle do diabetes e escolhas de estilo de vida. Metrópoles
Patente do Ozempic cai nesta sexta-feira (20/3)

O tema ainda é cercado de dúvidas e, muitas vezes, de silêncio. Afinal, embora o foco esteja na estética e na saúde, o impacto dessas medicações vai além do espelho e pode chegar até a cama. Entre ganhos de autoestima e possíveis oscilações no desejo, o corpo responde — e a vida sexual também entra nessa equação.

Impactos

O nutrólogo Rubem Regoto explica à coluna Pouca vergonha que as canetas emagrecedoras são substâncias que atuam diretamente na gestão da biologia metabólica e na reprogramação fisiológica do apetite e da saciedade. 

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“As canetas promovem uma reprogramação metabólica e reduzem a ingestão alimentar. Se isso não for bem conduzido, pode gerar queda de energia, adaptação hormonal e redução temporária do desejo. Ou seja, existe risco, mas ele não vem da caneta isoladamente, vem da falta de gestão da biologia hormonal e energética durante o processo”, explica. 

Ao mesmo tempo, o médico destaca que é comum ver nos consultórios os dois extremos. “Alguns pacientes relatam menos libido, principalmente com uso de doses erradas, sem orientação correta ou de medicação de má procedência.”

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Ele continua: “Outros relatam mais desejo e disposição, pois esses são casos onde se aborda bem mais profundo o paciente, vendo hormônios, metabolismo e o quanto ele está inflamado (com o corpo funcionando mal e sem energia). Nesses casos, as canetas são uma das inúmeras ferramentas que usamos em uma estratégia de reorganizar a biologia do paciente”, detalha o profissional.

A diferença, segundo Rubem, é entender o estado do corpo. “Quando há desorganização, o paciente terá queda de energia e adaptação hormonal. Já quando há ajuste correto, terá melhora da performance metabólica e hormonal. A libido responde diretamente ao nível de domínio e equilíbrio fisiológico do organismo.”

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