Paulo Cappelli

Ministro demite PF que cobrava propina para blindar empresários

Delegado foi denunciado por cobrar propina para proteger empresários da área de saúde investigados pela Polícia Federal no Rio de Janeiro

atualizado

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Valter Campanato/Agência Brasil
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1 de 1 Wellington-César-Lima-e-Silva - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva demitiu nesta quarta-feira (25/2) o delegado da Polícia Federal (PF) Wallace Fernando Noble Santos Soares. Ele foi denunciado em 2020 por cobrar propina para proteger empresários da área de saúde investigados pela PF no Rio de Janeiro.

O ex-servidor já havia sido afastado do cargo em duas ocasiões no ano de 2023 sob acusações de corrupção passiva e obstrução de investigações. A nova decisão reitera que o agente se prevaleceu da condição policial para obter proveito pessoal, ato definido em lei como improbidade administrativa.

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Wellington César Lima e Silva, novo ministro da Justiça e Segurança Pública
Polícia Federal deteve dois estrangeiros por uso de documentos falsos
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Polícia Federal deteve dois estrangeiros por uso de documentos falsos

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Wellington César Lima e Silva, novo ministro da Justiça e Segurança Pública
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Wellington César Lima e Silva, novo ministro da Justiça e Segurança Pública

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De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Soares e outro delegado federal recebiam “mesadas” de R$ 5 mil para passar informações sobre investigações e impedir que elas chegassem a empresários que participavam de esquemas de fraude.

Na época, além de Soares, foram denunciados o também delegado da PF Lorenzo Martins Pompilio da Hora e os empresários Marcelo Freitas Lopes, Durival de Farias, Dulcinara de Farias, Victor Duque Estrada Zeitune e Marcelo Guimarães. Todos foram acusados pelos crimes de corrupção, lavagem de ativos e organização criminosa.

A nova medida impede que Wallace volte a atuar na PF caso os efeitos das primeiras demissões sejam revertidas por decisão judicial.

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