Paulo Cappelli

Marielle: defesa diz que PF não provou contato entre Brazão e delegado

Defesa do delegado Rivaldo Barbosa contestou denúncia da PGR durante julgamento dos mandantes da morte de Marielle Franco

atualizado

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Tomaz Silva/Agência Brasil
Esposa de Rivaldo Barbosa movimentou mais de R$ 2,2 mi em dois anos - O chefe de Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa
1 de 1 Esposa de Rivaldo Barbosa movimentou mais de R$ 2,2 mi em dois anos - O chefe de Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Durante o julgamento dos acusados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do assessor Anderson Gomes, a defesa do ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Rivaldo Barbosa (foto em destaque), alegou que a Polícia Federal (PF) não encontrou provas de um elo entre ele e os irmãos Domingos e Francisco Brazão, apontados como mandantes do crime.

Segundo os advogados, as investigações não identificaram registros, imagens ou conversas que sustentassem a acusação de participação do delegado no planejamento ou no encobrimento do caso.

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Advogado de Rivaldo Barbosa no caso Marielle, Marcelo Souza alegou ausênia de provas de suposta relação com os irmãos Brazão
Caso Marielle: ex-chefe da Polícia Civil do RJ, delegado Rivaldo Barbosa é acusado de tentar desviar investigações
O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, preso sob suspeita de acobertar mandantes no caso Marielle Franco
Chiquinho Brazão, Rivaldo Barbosa e Domingos Brazão – acusados de matar Marielle Franco
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Chiquinho Brazão, Rivaldo Barbosa e Domingos Brazão – acusados de matar Marielle Franco

Montagem sobre fotos da Camara dos Deputados, EBC, e Alerj
Advogado de Rivaldo Barbosa no caso Marielle, Marcelo Souza alegou ausênia de provas de suposta relação com os irmãos Brazão
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Advogado de Rivaldo Barbosa no caso Marielle, Marcelo Souza alegou ausênia de provas de suposta relação com os irmãos Brazão

Reprodução / TV Justiça
Caso Marielle: ex-chefe da Polícia Civil do RJ, delegado Rivaldo Barbosa é acusado de tentar desviar investigações
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Caso Marielle: ex-chefe da Polícia Civil do RJ, delegado Rivaldo Barbosa é acusado de tentar desviar investigações

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O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, preso sob suspeita de acobertar mandantes no caso Marielle Franco
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O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, preso sob suspeita de acobertar mandantes no caso Marielle Franco

Reprodução

Rivaldo Barbosa foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sob a suspeita de ter garantido aos irmãos Brazão que as apurações não chegariam aos responsáveis pelas duas mortes. No plenário do STF, o advogado Marcelo Ferreira de Souza destacou que a denúncia não indica quem teria recebido essa suposta garantia, atribuída ao ex-policial militar Ronnie Lessa, autor dos disparos e delator no processo.

A defesa leu o trecho da denúncia em que a PGR afirma que “Rivaldo acertou com os mandantes que dariam apoio para que fosse dificultada a futura investigação”, mas argumentou que não há provas diretas desse acerto.

“Há um acerto, então o acerto tem que aparecer. Segundo Lessa, há um relato atribuído aos irmãos Brazão do que Rivaldo teria dito. Na verdade, esse é o conhecido relato indireto em cadeia. Um diz que ouviu de outro que ouviu de outro”, afirmou Souza.

O advogado sustentou que a acusação se baseia exclusivamente nesse encadeamento de versões. “Lessa disse que ouviu dos Brazão que Rivaldo teria dito que prestaria auxílio. A gente está submetendo alguém a um processo dessa magnitude porque o Lessa disse que o Brazão teria dito que o Rivaldo prestaria apoio. Não tem prova de contato nenhum”, declarou.

“Trazendo para o nosso caso, a dinâmica é a seguinte: Lessa disse que ouviu dos Brazão que Rivaldo teria dito que prestaria auxílio. A gente está submetendo alguém a um processo dessa magnitude porque o Lessa disse que o Brazão teria dito que o Rivaldo prestaria apoio. É isso que está no recorte da denúncia. Não tem prova de contato nenhum”, alegou Souza.

Para reforçar o argumento, a defesa apresentou depoimentos de agentes da PF prestados ao STF, nos quais afirmam não ter encontrado registros de comunicação entre Rivaldo e os irmãos Brazão. Souza ressaltou que celulares, e-mails e notebooks foram apreendidos e analisados. “Não foi por falta de material. A Polícia Federal recolheu o celular de Rivaldo, notebook, e-mail, e nada foi encontrado que pudesse corroborar o mínimo de contato sequer”, disse.

Depoimento

Durante a instrução do processo, Rivaldo Barbosa também negou qualquer relação com os irmãos. Em depoimento exibido pela defesa, ele relatou ter sido informado por um agente da PF de que seu nome havia sido citado por Lessa.

“Eu falei: ‘O que eu estou fazendo aqui com os Irmãos Brazão? Eu nunca falei com os Irmãos Brazão na minha vida’. Eu nunca tive nenhuma relação pessoal, profissional, política, religiosa, espiritual, de lazer, transcendental. Eu nunca tive nada, nenhuma relação com essas duas pessoas”, declarou.

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