
Mirelle PinheiroColunas

Polícia prende esposa de Rabicó, chefe do CV, em operação no Rio. Veja vídeo
A mulher foi presa em operação deflagrada nesta sexta (29/5) que mira núcleo financeiro do CV e apura lavagem de mais de R$ 453 milhões
atualizado
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A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu, nesta sexta-feira (29/5), Raquel Neves dos Santos Mendonça, companheira de Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó”, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho e responsável por administrar a engrenagem financeira da organização criminosa.
A prisão ocorreu durante a Operação Contenção, deflagrada para atingir o núcleo financeiro da facção, apontado como responsável por lavar mais de R$ 453 milhões provenientes do tráfico de drogas.
Até o momento, 17 investigados foram presos. Os mandados são cumpridos em diversas cidades do Rio de Janeiro e também nos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão.
O esquema
Segundo as investigações, o esquema era liderado por Antônio Ilário Ferreira, o “Rabicó”, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho e responsável pela gestão da engrenagem financeira da organização criminosa. Entre os presos nesta sexta-feira (29) está sua companheira, Raquel Neves dos Santos Mendonça.
De acordo com a Polícia Civil, “Rabicó” atuava como uma espécie de tesoureiro da facção, coordenando empresas de fachada, movimentações bancárias, ocultação patrimonial e a utilização de terceiros para disfarçar a origem dos recursos.
As investigações indicam que empresas ligadas aos setores de reciclagem e comércio de sucatas desempenhavam papel central no esquema. Segundo os policiais, milhões de reais eram transferidos entre empresas e pessoas físicas para dificultar o rastreamento dos valores.
Os investigadores identificaram ainda o uso de contas bancárias de passagem, depósitos fracionados em espécie, emissão de notas fiscais falsas e intensa circulação de recursos entre empresas controladas pelo grupo.
A DRE-CAP também encontrou indícios de receptação qualificada e de aquisição de materiais de origem suspeita. Durante monitoramentos, equipes da especializada localizaram áreas utilizadas para a queima clandestina de cabos de cobre e estabelecimentos ligados ao operador financeiro investigado.
Segundo a Polícia Civil, a movimentação de mais de R$ 453 milhões foi identificada a partir de relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), além de análises bancárias, quebras de sigilo fiscal, telefônico e telemático, e do cruzamento de dados patrimoniais.
A operação contou com apoio de diversas unidades da Polícia Civil e da Polícia Militar, incluindo a Core, o Bope e departamentos especializados.