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Mirelle Pinheiro

Mulher inventa ameaças contra si mesma e acaba presa no RJ. Veja vídeo

A suspeita simulava conversas, criava perfis e utilizava números vinculados a outras pessoas para dar aparência de veracidade às denúncias

Mirelle Pinheiro11/06/2026 12:04, atualizado 11/06/2026 12:08
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PCERJ/Divulgação
Mulher presa no Rio de Janeiro

Uma mulher foi presa nesta quinta-feira (11/6), em Nilópolis (RJ), na Baixada Fluminense, suspeita de criar um elaborado esquema para simular ser vítima de ameaças, perseguições e outros crimes que, segundo a Polícia Civil, nunca aconteceram.

A investigação foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que identificou um padrão incomum em dezenas de registros feitos pela mesma pessoa ao longo dos últimos anos.

De acordo com os policiais, a mulher, identificada como Aline da Conceição da Silva Santos, utilizava aplicativos de mensagens, linhas telefônicas cadastradas em nome de terceiros e diferentes estratégias para criar situações fictícias.

Depois, procurava delegacias para registrar ocorrências e apontar supostos responsáveis pelas ameaças.

As apurações apontaram que o esquema era repetido de forma sistemática. A suspeita simulava conversas, criava perfis e utilizava números vinculados a outras pessoas para dar aparência de veracidade às denúncias.

Segundo a Polícia Civil, mais de 20 registros de ocorrência em diferentes unidades policiais foram identificados. Em todos eles, ela aparecia como vítima dos fatos que, posteriormente, se mostraram sem comprovação.

Uma das pessoas atingidas pelo esquema foi o advogado do ex-companheiro da investigada.

Conforme a apuração, ela registrou diversas denúncias contra ele e chegou a solicitar medidas protetivas, atribuindo ao profissional crimes que teriam sido inventados.

O trabalho investigativo permitiu identificar um conjunto de vítimas que teriam sido falsamente acusadas ao longo dos anos. Após monitoramento e coleta de provas, os policiais localizaram a mulher em Nilópolis e cumpriram um mandado de prisão preventiva.

Ela vai responder por crimes como perseguição, falsa identidade, fraude processual e denunciação caluniosa.