
Milena TeixeiraColunas

Planalto avalia ir ao STF após derrota imposta por Alcolumbre
Integrantes do Planalto miram decisão do Congresso Nacional sobre a LDO e temem efeitos da mudança na lei em ano eleitoral
atualizado
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Integrantes do governo Lula avaliam recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão do Congresso Nacional que restabeleceu trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias autorizando a transferência de bens e recursos durante o período eleitoral.
Como a coluna antecipou, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), promulgou, na quarta-feira (27/5), o dispositivo da LDO após o Palácio do Planalto optar por não sancionar o trecho.
A avaliação do entorno do presidente é de que o trecho restabelecido da LDO pode abrir margem para o uso eleitoral da máquina pública em ano de campanha.
Apesar das discussões internas, uma ala do governo, no entanto, tem resistido à judicialização do caso.
O entendimento é de que o Planalto ainda depende da articulação com o Congresso para avançar em pautas consideradas prioritárias, como a proposta que prevê o fim da escala 6×1, que seguirá para análise do Senado após aprovação na Câmara, e a PEC da Segurança Pública, tratada como uma das principais apostas do governo.
Exceção à legislação eleitoral
Com a nova regra, abre-se uma exceção à legislação eleitoral, que normalmente proíbe a distribuição de benefícios e transferências voluntárias em período de campanha para evitar favorecimento político a candidatos.
Os trechos restabelecidos permitem que políticos realizem repasses de recursos públicos mesmo durante o intervalo em que a legislação eleitoral impõe restrições desse tipo.
Ao justificar o veto, o governo argumentou que a flexibilização poderia provocar desequilíbrio nas disputas eleitorais municipais e estaduais deste ano.
A decisão do Congresso contrariou pareceres das consultorias técnicas da Câmara e do Senado, que haviam alertado para o risco de uso indireto de recursos públicos em benefício político durante as eleições.





