Sai logo do governo, entra brasão: as regras do Planalto para as embaixadas na eleição
Postos diplomáticos deverão adaptar páginas e redes sociais às novas regras eleitorais para as próximas eleições de outubro
atualizado
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O Itamaraty recebeu, na terça-feira (26), as orientações do governo federal para o período eleitoral. As regras vão direcionar a atuação de postos diplomáticos brasileiros, como embaixadas, consulados e escritórios comerciais.
Uma das determinações prevê a substituição da logomarca do governo federal pelo Brasão da República.
As regras passam a valer de 4 de julho, três meses antes do primeiro turno, até 25 de outubro, data do segundo turno. Apesar disso, o trabalho de adequação começa desde já.
Isso porque publicações feitas antes de 4 de julho deverão ser ocultadas. Com isso, os postos diplomáticos terão de iniciar imediatamente uma revisão detalhada de páginas e perfis nas redes sociais para remover conteúdos que possam ser interpretados como “publicidade institucional”.
A partir de 4 de julho, só será permitida a divulgação de informações relacionadas aos serviços prestados rotineiramente pelos postos, além de conteúdos voltados ao público estrangeiro, desde que publicados de forma objetiva, informativa e sóbria.
A divulgação de locais de votação e orientações para eleitores, por exemplo, continuará autorizada nos postos responsáveis pela organização das eleições no exterior.
Também fica proibido o uso de linguagem que destaque resultados do governo, valorize entregas ou contribua para construir uma imagem positiva da gestão, mesmo sem mencionar diretamente candidatos.
As orientações seguem resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom).
Como a coluna mostrou, na última quinta-feira (21), a Secom elaborou uma cartilha com orientações para órgãos, ministérios e autarquias da administração pública federal sobre as regras de comunicação institucional durante o período de defeso eleitoral de 2026.
O material traz diretrizes que vão desde o uso das redes sociais institucionais até o comportamento de agentes públicos






