STF retoma julgamento de deputados do PL acusados de desvio em emendas
A Primeira Turma do STF vai julgar parlamentares acusados de pedir propina em troca da destinação de emendas para município do Maranhão

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, nesta terça-feira (16/3), julgamento de deputados federais do Partido Liberal (PL) denunciados por suposto desvio de recursos de emendas parlamentares. A suspeita é de que tenha sido criada uma organização criminosa voltada à comercialização de emendas em município do Maranhão.
O julgameno foi iniciado no dia 10 de março, quando a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação de oito réus envolvidos no processo. Além disso, os oito advogados das partes concluíram as sustentações orais.
Os réus que encabeçam a ação penal são os deputados Josimar Cunha Rodrigues (PL-MA), conhecido como Josimar Maranhãozinho; Gildenemir de Lima Sousa (PL-MA), conhecido como Pastor Gil; e João Bosco da Costa (PL-SE), o Bosco Costa. Eles teriam pedido pagamento de propina em troca da destinação de recursos ao município de São José de Ribamar (MA).
Nesta terça, a Primeira Turma retoma a análise do caso com o voto do relator, ministro Cristiano Zanin. Em seguida, votam Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino, presidente do colegiado.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraAcusações
Segundo denúncia da PGR, os réus teriam atuado com pedidos de propina dentro dos recursos de emendas parlamentares. Também respondem à ação penal Thalles Andrade Costa, João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha.
A acusação é de que os parlamentares teriam pedido 25% de propina ao então prefeito de São José de Ribamar (MA), José Eudes, para destinarem R$ 6,67 milhões em recursos públicos por meio de emendas parlamentares. A contrapartida seria de R$ 1,6 milhão.
As investigações começaram a partir de notícia-crime apresentada pelo ex-prefeito. Ele negou participação em qualquer negociação envolvendo emendas parlamentares e relatou cobranças e intimidações pelo grupo investigado.
Segundo a PGR, a organização criminosa seria liderada por Josimar Maranhãozinho, responsável pelo controle e pela destinação das emendas parlamentares.
Esse papel de liderança, de acordo com a acusação, estaria evidenciado em diálogos entre os envolvidos e em documentos obtidos ao longo da investigação, que indicariam a existência de organização criminosa voltada à comercialização de emendas.














