Um dia antes de prisão de Silveira, PGR pediu para caso deixar o STF
Daniel Silveira foi preso nesta quinta-feira (2/2) por ordem do STF; na véspera, PGR pediu para processo deixar o STF e ser julgado no RJ

Um dia antes de o ex-deputado Daniel Silveira ser preso por ordem do STF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que o processo deixasse o Supremo e fosse julgado na Justiça do Rio de Janeiro. Silveira foi detido nesta quinta-feira (2/2) por ter descumprido medidas cautelares impostas pelo tribunal.
Na quarta-feira (1º/2), a PGR alegou ao Supremo que Silveira havia acabado de perder o foro privilegiado e, portanto, não deveria mais ser julgado pela corte. O bolsonarista foi deputado federal até a terça-feira (31/1), e não conseguiu se eleger senador.
“O Ministério Público Federal manifesta-se pelo reconhecimento da incompetência do Supremo Tribunal Federal, com a remessa dos autos à Seção Judiciária do Rio de Janeiro”, escreveu a vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araujo. O documento foi assinado no fim da tarde desta quarta-feira (1º/2), e remetido ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do caso.
Segundo Moraes, Silveira descumpriu diversas medidas cautelares impostas pelo Supremo. O bolsonarista, de acordo com o ministro, desrespeitou a decisão judicial ao não usar tornozeleira eletrônica integralmente. Também usou redes sociais quando estava proibido de fazê-lo. No ano passado, o ex-deputado foi multado reiteradamente pelo Supremo. As multas passaram de R$ 4 milhões.

































