Silveira deve quase R$ 4,4 milhões por violar medidas cautelares
Ex-deputado foi preso nesta quinta-feira (2/2) em Petrópolis, no Rio de Janeiro, por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes

Preso nesta quinta-feira (2/2) em Petrópolis, no Rio de Janeiro, o ex-deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) possui multa no valor de quase R$ 4,4 milhões por violar medidas cautelares — como o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de usar as redes sociais e a concessão de entrevistas. A totalização, feita até o dia 15 de dezembro, consta na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
No documento, o ministro afirma que Silveira danificou o equipamento de monitoração eletrônica que estava sob sua responsabilidade, além de reiterar os ataques comumente proferidos contra o Supremo e, no período eleitoral, contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Como se vê, nem mesmo o elevado valor das multas acumuladas em seu desfavor foi suficiente para cessar o periculum libertatis do réu condenado, não se notando, do contexto fático-probatório, qualquer efeito intimidatório da medida cautelar pecuniária”, diz a decisão.
“As condutas do réu, que insiste em desrespeitar as medidas cautelares impostas nestes autos e referendadas pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, revelam o seu completo desprezo pelo Poder Judiciário”, prossegue.
O ex-parlamentar ficará proibido de receber visitas, salvo de seus advogados. Também não poderá conceder quaisquer entrevistas, somente mediante autorização expressa do STF.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA ordem de prisão foi acompanhada de busca e apreensão de armas, munições, computadores, tablets, celulares e outros dispositivos eletrônicos, bem como do passaporte dele.
Moraes ainda expediu ofício à Polícia Federal (PF) para suspender o porte de armas de fogo em nome de Daniel Silveira. O Exército também deverá suspender imediatamente certificados de registro como colecionador de armas.
Silveira perdeu o foro privilegiado na quarta-feira (1º/2), quando os novos parlamentares tomaram posse. Ele se candidatou ao Senado pelo Rio de Janeiro, em outubro, e recebeu 1,5 milhão de votos, mas não se elegeu.
Ameaças ao STF
Em abril do ano passado, o parlamentar foi condenado a 8 anos e 9 meses de prisão por ameaçar ministros da Corte, além de ter se tornado inelegível. No entanto, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) concedeu indulto presidencial a Silveira. Apesar da anistia da pena, há controvérsias sobre a aplicação das multas.



