Denúncia a Bolsonaro por genocídio de indígenas está parada há 2 anos no STF
Em dezembro de 2022, o STF cancelou um pedido de destaque do julgamento do caso na pauta

A notícia-crime contra Jair Bolsonaro por genocídio de povos indígenas durante a pandemia está parada no Supremo Tribunal Federal desde março de 2021. Apresentada pelo advogado André Barros, a peça acusa o ex-presidente por vetos feitos contra indígenas e quilombolas em 2020.
A Funai atribui aos vetos de Bolsonaro o agravo na crise na terra indígena Yanomami, que chegou ao seu ápice no final da última semana. O Ministério da Saúde declarou estado de emergência na aldeia indígena.
Barros espera que o genocídio contra o povo Yanomami faça a notícia-crime finalmente entrar na pauta do STF. O ministro Edson Fachin pediu destaque para o processo na pauta, o que faria com que ele fosse julgado no plenário presencial, mas o pedido foi cancelado pelo próprio ministro em dezembro e poderá ser julgado no plenário virtual.
A notícia-crime aponta Bolsonaro como o responsável por mortes de indígenas por vetar o fornecimento de água potável, garantia de assistência médica, e distribuição de alimentos durante a pandemia. Os vetos foram publicados no Diário Oficial de 7 de julho de 2020 e, na visão de Barros, servem como prova do crime de genocídio.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles(Atualização às 10h do dia 26 de janeiro de 2023: Em nota à coluna, a assessoria do Supremo Tribunal Federal informou que o pedido de destaque não se configura como um pedido de prioridade na pauta. O pedido de destaque serviu para fazer com que o processo fosse julgado de maneira presencial, mas nao foi incluído na pauta. Fachin, portanto, cancelou o pedido de destaque, permitindo assim que o processo seja julgado no plenário virtual.)















