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Ex-mulher quebra silêncio e acusa Stênio Garcia de mentir para Justiça
Clarice Piovesan falou pela primeira vez em meio à disputa judicial envolvendo o usufruto de um apartamento localizado em Ipanema, no Rio
atualizado
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A coluna Fábia Oliveira descobriu que a ex-mulher de Stênio Garcia, Clarice Piovesan, quebrou o silêncio e falou pela primeira vez em meio à disputa judicial envolvendo o usufruto de um apartamento localizado em Ipanema, na Zona Sul do Rio. A batalha, de início, envolvia apenas o ator e as filhas do ex-casal, Cassia e Gaya.
No dia 28 de maio, a aposentada apresentou sua contestação à Justiça. Até então, a ré não havia se manifestado sobre o caso.
Bens e falsas alegações de pobreza
Assim como suas filhas, Clarice questionou o benefício de gratuidade de Justiça concedido ao ex-marido. Ela afirma que Stenio Garcia leva uma vida de luxo, mora em uma mansão e ainda aufere renda pelos trabalhos artísticos realizados no decorrer da carreira.
A aposentada diz que o famoso recebeu uma indenização milionária da Rede Globo e que é dono de inúmeros bens imóveis que não registrou em nome próprio. Ela garante que ele estaria ocultando rendimentos e que transferiu seu patrimônio para Marilene Saade, sua atual esposa.
Direitos e mentiras
Em sua defesa, Clarice afirma que tem direito a 50% do usufruto do imóvel objeto da briga desde 1994, fato que diz ter sido omitido pelo artista ao iniciar o caso. O direito seria resultado de um processo ajuizado por ela contra Stenio Garcia.
Segundo a ré, o artista deixou de registrar o usufruto na documentação do bem. Ela sustenta que o ex-global busca se beneficiar de sua própria desonestidade. Piovesan diz, também, que o ator nunca se opôs ao uso do apartamento, nem exigiu contraprestação.
Em outro momento, a mãe de Cassia e Gaya alega que o direito ao usufruto de Stênio foi extinto, uma vez que ele nunca o teria exercido por décadas. Ela defende que a inércia do ator criou uma expectativa de que o direito nunca seria exercido e que a alegada “crise financeira” não justificaria a mudança da situação.
Liminar e taxa mensal
Clarice argumenta, ainda, que a liminar concedida em favor de Stenio Garcia foi indevida e pede a sua imediata revisão. Ela se refere à decisão judicial determinou que ela deposite R$ 5 mil mensalmente em uma conta do juízo em decorrência do uso do imóvel. A ré alega que o valor é superior à média do mercado e incompatível com o estado de conservação do apartamento.
Reconvenção
Além de rebater os argumentos apresentados pelo ex-marido, Clarice apresentou uma “reconvenção”. Trata-se de um “contra-ataque” por meio do qual a ré, além de se defender das acusações, formula pedidos próprios contra o autor na mesma ação.
Com o instrumento, Piovesan pede que a Justiça reconheça a extinção do direito ao usufruto de Stênio Garcia e pede que o ex-parceiro a indenize por danos morais em R$ 30 mil. A aposentada sustenta que a indenização é uma forma de reparar as omissões do famoso, os abalos psicológicos causados e o julgamento público oriundo da exploração midiática do caso, impulsionada pelas falas frequentes de Stênio.











