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É o bicho!

Adestrador dos pets de Eliana e Alok diz o que gera ansiedade animal

Adestrador de celebridades alerta que humanizar o pet sem regras causa destruição de móveis em casa e aumenta a ansiedade do animal

15/08/2026 02:00
Magnific / Jaromir
Imagem colorida de tutor segurando pet agressivo

Alguns erros cometidos pelos tutores podem ser as reais causas da ansiedade e dos latidos excessivos do pet. Para contornar esse cenário, o adestrador Cleber Santos explica que humanizar o animal sem impor limites claros, a ausência de rotina, a falta de passeios e de estímulos físicos podem afetar o comportamento do pet.

O especialista atende clientes famosos, como Alok, Eliana, Camila Loures e MC Don Juan. A partir dessa vivência com lares e estruturas muito diferentes, ele percebeu que os problemas comportamentais não mudam conforme o perfil financeiro do “pai do pet” ou com o que é ofertado.

Adestrador dos pets de Eliana e Alok diz o que gera ansiedade animal - destaque galeria
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A relação de proximidade entre tutor e pet influencia o bem-estar de ambos
A conexão mútua ocorre pelo olhar – adoção
Os animais de estimação desempenham um papel importante para a família
Os cães podem expressar afeto de diferentes formas
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Os cães podem expressar afeto de diferentes formas

Getty Images
A relação de proximidade entre tutor e pet influencia o bem-estar de ambos
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A relação de proximidade entre tutor e pet influencia o bem-estar de ambos

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A conexão mútua ocorre pelo olhar – adoção
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A conexão mútua ocorre pelo olhar – adoção

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Os animais de estimação desempenham um papel importante para a família
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Os animais de estimação desempenham um papel importante para a família

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“Não importa se o tutor é famoso ou não, os comportamentos que geram desequilíbrio são muito parecidos. O que muda é o acesso à informação e a rapidez com que essas pessoas buscam ajuda”, explica Santos.

Entenda

  • A ansiedade, os latidos excessivos e a destruição da casa raramente são desvios de temperamento. Na maioria das vezes, são reflexos dos erros diários da própria família com o pet.
  • A falta de horários bem definidos para comer, passear e dormir tira a previsibilidade do ambiente e deixa o pet em constante estado de alerta.
  • Dar carinho é fundamental, mas tratar o pet como humano e não impor regras claras gera confusão, fazendo com que ele aja por tentativa e erro.
  • A falta de atividades físicas e mentais diárias faz com que o pet desconte toda a sua energia roendo móveis e destruindo objetos pela casa.
  • Todos os moradores da casa precisam aplicar exatamente as mesmas regras. Se cada pessoa der um comando diferente, o pet fica confuso e não aprende.
Imagem colorida de cachorro preto com roupa rosa
Deixar o animal ditar as próprias regras do ambiente por excesso de mimos é o primeiro passo para criar um pet estressado

A falta de rotina e o excesso de humanização do pet

A falta de horários definidos para comer, passear e dormir tira a previsibilidade do ambiente. Sem saber o que vai acontecer ao longo do dia, o animal entra em alerta constante, o que rapidamente se transforma em atitudes destrutivas.

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Outro erro grave é tratar o “aumigo” ou bichano como um humano, ignorando as necessidades naturais da espécie e deixando de estabelecer regras consistentes. “O carinho é essencial, mas precisa existir dentro de uma comunicação clara. Sem limites, o pet não entende o que se espera dele e passa a agir por tentativa e erro”, detalha o especialista.

Transformar a rua em um espaço constante de descobertas é o melhor remédio para esgotar a mente e acalmar o pet

O baixo estímulo físico e o isolamento social do pet

A energia acumulada pela falta de exercícios é a maior culpada pelos estragos na casa. Quando a atividade física e mental não é suficiente, o tédio acumulado se reflete diretamente em móveis roídos e agitação incontrolável.

O isolamento agrava todo esse quadro, já que a falta de contato diário com o mundo exterior gera medo e insegurança na rua. O adestrador reforça que “a socialização bem feita reduz a ansiedade e melhora a qualidade de vida em todos os ambientes”.

cachorro branco com mordedor azul
Entrar em um acordo familiar rigoroso sobre o que é ou não permitido dentro do lar acelera o processo de aprendizagem do pet

A comunicação confusa e o foco na prevenção do pet

Para que a educação funcione de verdade, todos os moradores da residência devem aplicar as mesmas regras. Se cada membro da família der um comando diferente diante de uma mesma situação, o animal simplesmente não consegue fixar os padrões exigidos.

Ajustar esses ruídos diários vai além da obediência: é uma questão essencial de saúde para garantir um bicho equilibrado e saudável. “O maior erro ainda é esperar o problema aparecer para agir. Com orientação correta, é possível prevenir a maioria dos comportamentos indesejados”, finaliza Cleber Santos, à frente do Grupo Comportpet.