Adestrador dos pets de Eliana e Alok diz o que gera ansiedade animal
Adestrador de celebridades alerta que humanizar o pet sem regras causa destruição de móveis em casa e aumenta a ansiedade do animal

Alguns erros cometidos pelos tutores podem ser as reais causas da ansiedade e dos latidos excessivos do pet. Para contornar esse cenário, o adestrador Cleber Santos explica que humanizar o animal sem impor limites claros, a ausência de rotina, a falta de passeios e de estímulos físicos podem afetar o comportamento do pet.
O especialista atende clientes famosos, como Alok, Eliana, Camila Loures e MC Don Juan. A partir dessa vivência com lares e estruturas muito diferentes, ele percebeu que os problemas comportamentais não mudam conforme o perfil financeiro do “pai do pet” ou com o que é ofertado.
“Não importa se o tutor é famoso ou não, os comportamentos que geram desequilíbrio são muito parecidos. O que muda é o acesso à informação e a rapidez com que essas pessoas buscam ajuda”, explica Santos.
Entenda
- A ansiedade, os latidos excessivos e a destruição da casa raramente são desvios de temperamento. Na maioria das vezes, são reflexos dos erros diários da própria família com o pet.
- A falta de horários bem definidos para comer, passear e dormir tira a previsibilidade do ambiente e deixa o pet em constante estado de alerta.
- Dar carinho é fundamental, mas tratar o pet como humano e não impor regras claras gera confusão, fazendo com que ele aja por tentativa e erro.
- A falta de atividades físicas e mentais diárias faz com que o pet desconte toda a sua energia roendo móveis e destruindo objetos pela casa.
- Todos os moradores da casa precisam aplicar exatamente as mesmas regras. Se cada pessoa der um comando diferente, o pet fica confuso e não aprende.

A falta de rotina e o excesso de humanização do pet
A falta de horários definidos para comer, passear e dormir tira a previsibilidade do ambiente. Sem saber o que vai acontecer ao longo do dia, o animal entra em alerta constante, o que rapidamente se transforma em atitudes destrutivas.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOutro erro grave é tratar o “aumigo” ou bichano como um humano, ignorando as necessidades naturais da espécie e deixando de estabelecer regras consistentes. “O carinho é essencial, mas precisa existir dentro de uma comunicação clara. Sem limites, o pet não entende o que se espera dele e passa a agir por tentativa e erro”, detalha o especialista.

O baixo estímulo físico e o isolamento social do pet
A energia acumulada pela falta de exercícios é a maior culpada pelos estragos na casa. Quando a atividade física e mental não é suficiente, o tédio acumulado se reflete diretamente em móveis roídos e agitação incontrolável.
O isolamento agrava todo esse quadro, já que a falta de contato diário com o mundo exterior gera medo e insegurança na rua. O adestrador reforça que “a socialização bem feita reduz a ansiedade e melhora a qualidade de vida em todos os ambientes”.

A comunicação confusa e o foco na prevenção do pet
Para que a educação funcione de verdade, todos os moradores da residência devem aplicar as mesmas regras. Se cada membro da família der um comando diferente diante de uma mesma situação, o animal simplesmente não consegue fixar os padrões exigidos.
Ajustar esses ruídos diários vai além da obediência: é uma questão essencial de saúde para garantir um bicho equilibrado e saudável. “O maior erro ainda é esperar o problema aparecer para agir. Com orientação correta, é possível prevenir a maioria dos comportamentos indesejados”, finaliza Cleber Santos, à frente do Grupo Comportpet.













