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É o bicho!

"Lambeijos": entenda os riscos escondidos no comportamento dos pets

Embora seja um gesto de carinho, os "lambeijos" podem esconder uma série de riscos à saúde tanto dos pets quanto dos humanos

16/04/2026 02:00
Freepik
Foto colorida de cão buldogue lambendo rosto de tutora

Os famosos “lambeijos” são uma das formas mais comuns de afeto entre os pets e seus tutores. O gesto, porém, esconde alguns riscos, já que cães e gatos podem transmitir bactérias, parasitas e zoonoses. Embora a troca de carinho seja saudável, é fundamental adotar medidas de prevenção.

Por trás do comportamento, a boa higiene oral do pet é o que garante que as lambidas não representem risco à saúde de ambos.

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Por que é perigoso?

Para os cachorros, lamber é uma forma de comunicação herdada dos ancestrais. Enquanto filhotes, o comportamento está associado à submissão. Já para os adultos, a lambida é uma maneira de fortalecer vínculos e até mesmo liberar endorfina, hormônio que causa sensação de bem-estar.

O alerta está no fato de que a boca dos pets possui uma microbiota muito vasta. Por conta disso, se não houver manutenção da higiene, o acúmulo de bactérias pode levar à doença periodontal — uma infecção bacteriana crônica que destrói os tecidos de suporte dos dentes.

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Veterinária vendo os dentes de cachorro com tártaro
A remoção do tártaro nos pets previne outros problemas mais graves

A veterinária Nicole Gabriela comenta que o “bafinho” não deve ser algo naturalizado.

O beijo é uma delícia, mas o hálito do animal não deve ser desagradável. O bafo não é normal e é o primeiro sinal de que o animal precisa de uma avaliação odontológica. O tutor deve garantir que a boca do pet esteja saudável para que o carinho seja seguro para todos.”

Mitos e verdades

A especialista ainda esclarece os principais mitos que cercam o assunto. Um deles, muito comum, é que a boca dos cães é mais limpa que a dos humanos: “São biotas diferentes. As bactérias são distintas e podem causar infecções se entrarem em contato com tecidos vulneráveis dos tutores”, alerta a profissional da WeVets.

Foto colorida de tutora segurando gato
Não se deve ignorar os riscos dos “lambeijos”

Nicole também contraria a afirmação de que receber lambidas em machucados pode ajudar na cicatrização. “Mito. Pelo contrário, a umidade e as bactérias da saliva podem agravar ferimentos e causar infecções secundárias”, destaca.

Como garantir a segurança

Quem tem um animal de estimação sabe o quanto é difícil não deixá-los exercer esse comportamento. Por conta disso, a veterinária listou algumas dicas de cuidados para “lambeijos” seguros:

Foto colorida de veterinário olhando boca de pet
Check-up odontológico é essencial
  • Escovação: diária (ou ao menos três vezes por semana), com produtos específicos para pets.
  • Atenção aos humanos: pessoas com o sistema imunológico debilitado, idosos, crianças pequenas ou com feridas abertas devem evitar o contato direto com a saliva de cães e gatos no rosto e mucosas.
  • Check-up odontológico: os pets precisam de uma limpeza profissional (tartarectomia) para remover placas que a escovação caseira não alcança.