
É o bicho!Colunas

Dia Mundial do Gato: descubra 6 mitos e verdades sobre os pets
O Dia Mundial do Gato é celebrado em 17 de fevereiro. Veterinária alerta para mitos e verdades que impactam na saúde dos animais
atualizado
Compartilhar notícia

Escutar um ronronado ou um miado manhoso, sentir as patinhas “amassando pãozinho”, acariciar uma barriga cheia de dobrinhas e dormir sentindo o calor de um gato — essas são apenas algumas das maravilhas de ter um bichano em casa. No entanto, apesar de ser um animal de estimação comum, ainda há muitas pessoas que têm preconceito contra esses peludos.
Para combater algumas crenças equivocadas e celebrar a vida desses bichinhos, o dia 17 de fevereiro foi instituído como o Dia Mundial do Gato. A data serve como alerta não só para os tutores, mas para que o público geral compreenda as particularidades da espécie e a importância do cuidado e proteção.
A fim de orientar quem é “pai” de gato ou está pensando em adotar um, a coluna É o bicho! conversou com uma especialista, que listou alguns mitos e verdades sobre o tema.
Confira!
MITO: gatos são animais independentes e “desapegados”
Kathia Soares, médica-veterinária, explica que, ao contrário do que muita gente pensa, os felinos desenvolvem vínculos importantes com os tutores — mas demonstram isso de uma forma mais sutil do que os cães, por exemplo. “Eles oferecem afeto por meio da proximidade, do ronronar, do ato de ‘amassar pão’, do contato visual e da busca por rotinas previsíveis.”

Segundo ela, negligenciar essas necessidades, como interação social e enriquecimento ambiental, por achar que o animal não interage, pode acarretar estresse crônico e alterações comportamentais. Esse impacto negativo afeta não só o bem-estar mental, mas também a resposta imunológica do pet.
VERDADE: a castração é uma forma de garantir saúde e longevidade
A especialista comenta que, além de ser o método mais eficaz de controle populacional, a castração garante benefícios preventivos para a saúde dos gatos. “Reduz o risco de neoplasias mamárias — que, em gatas, são malignas na maioria dos casos — e elimina o risco de doenças do sistema reprodutivo. Em machos, contribui para prevenção de alterações prostáticas.”

Acerca do comportamento, é uma forma de reduzir instinto de fuga, marcação de território e agressividade. Isso ajuda o animal a ficar menos exposto a brigas, traumas e ao contato com outros bichanos, o que diminui indiretamente o risco de infecções como a leucemia viral felina.
MITO: gatos que vivem estritamente em apartamento não precisam de proteção contra parasitas
De acordo com Kathia, esse é um dos mitos mais preocupantes, já que não envolve somente a saúde dos peludos, mas também das pessoas que convivem com ele. “Mesmo sem acesso à rua, os felinos podem estar expostos a parasitas trazidos para dentro de casa de forma indireta. As pulgas e os ovos de vermes podem ser transportados em calçados, roupas e objetos.”

“O controle regular de ecto e endoparasitas é um cuidado essencial, independentemente de o gato viver exclusivamente em ambiente fechado. Muitas pessoas acreditam que, por não saírem à rua, eles precisam de menos cuidados médicos do que os cães. Esse pensamento pode atrasar a identificação de infecções silenciosas e comprometer medidas fundamentais contra parasitas e patógenos, alguns deles com potencial de impacto também na saúde humana”, alerta a veterinária da MSD Saúde Animal.
VERDADE: a convivência com felinos melhora a saúde cardiovascular humana
Para a ciência, o vínculo humano-animal é terapêutico. Segundo o Human Animal Bond Research Institute (HABRI), tutores de gatos apresentam um risco até 30% menor de sofrer infartos ou problemas cardiovasculares. “A interação, o toque e até a frequência do ronronar auxiliam na redução do cortisol, o hormônio do estresse, e na liberação de ocitocina, promovendo estabilidade emocional e redução da pressão arterial”, afirma Kathia.

MITO: é um animal “frio” por esconder sinais de doença
A profissional acrescenta que os bichanos não são “frios”, apenas tendem a ocultar sinais de dor e mal-estar por um componente instintivo e de autopreservação. “Essa característica pode fazer com que alterações de comportamento, como apatia, redução de apetite e diminuição de interação, passem despercebidas no início.
Por conta disso, ela reforça a importância da medicina preventiva. Consultas regulares, vacinação em dia, controle de parasitas e exames de rotina são os principais meios para identificar alterações de saúde e promover qualidade de vida para o amigo de quatro patas.

VERDADE: manter o pet hidratado protege a saúde dos rins
Os felinos descendem de espécies adaptadas a ambientes com menor disponibilidade de água, o que explica o baixo estímulo de sede e a urina mais concentrada. “Estratégias que aumentam a ingestão hídrica são aliadas no cuidado renal. Uso de fontes de água corrente e alimentação úmida contribuem para hidratação de forma indireta e apoiam a saúde do trato urinário”, conclui.








