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Pulgas e carrapatos: 10 mitos e verdades que muitos tutores não sabem
O tema pulgas e carrapatos é muito presente entre tutores de cães e gatos. Veterinária fala sobre dez mitos e verdades que cercam o assunto
atualizado
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Uma das questões que mais preocupam tutores de cães e gatos são pulgas e carrapatos. Presentes em diversos lugares, desde centros urbanos até áreas rurais, eles podem causar bastante incômodo não só para os pets, mas também para os humanos.
No entanto, o principal problema não envolve os sintomas, como coceira e feridas, e sim as doenças graves que eles podem transmitir. Os mais afetados costumam ser os cachorros, mas isso não impede os bichanos de também serem hospedeiros dos parasitas.
Para que os tutores possam manter o pet saudável e livre de pulgas e carrapatos, a coluna É o bicho! separou dez mitos e verdades sobre o assunto.
Confira!
“Pets que vivem em cidades grandes não carregam parasitas”: mito
Apesar de parecer óbvio, muitas pessoas acham que animais que vivem em centros urbanos não podem sofrer com parasitas, mas isso é um mito. Segundo a veterinária Kathia Soares, mesmo nesses locais, pulgas e carrapatos encontram meios para viver, como canteiros e jardins.
“Além disso, eles podem ser transportados por outros animais ou até mesmo pelos humanos em roupas e sapatos. Ou seja: a vida em ambiente urbano não garante proteção”, explica.
“O problema é somente no verão”: mito
Apesar de a reprodução ser favorecida durante as altas temperaturas, o problema não existe só no verão. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a multiplicação das pulgas é mais comum nesse período porque elas preferem ambientes com temperaturas entre 25 °C e 35 °C e umidade entre 70% e 90%.
No entanto, isso não impede que os pets sofram com os parasitas no inverno. Há, inclusive, outra preocupação: “com a queda da temperatura, as pulgas procuram locais fechados e aquecidos para sobreviver. Ou seja, independentemente do clima, os animais estão expostos aos riscos”, comenta Kathia.

“Vinagre elimina pulgas”: mito
Muitos tutores acabam procurando por receitas caseiras e populares para combater infestações. Mas, na verdade, esses métodos não são eficazes. Um exemplo é o vinagre, que além de não eliminar pulgas e carrapatos, pode prejudicar a saúde do peludo. A recomendação da especialista é clara: use produtos próprios com eficácia comprovada.
“Eles podem picar humanos”: verdade
Não são só os animais de estimação que são picados; os humanos também podem ser. Em casos de infestação, os principais afetados podem ser, inclusive, as crianças, que costumam brincar no chão e ter contato com areia e grama. Por conta disso, é preciso ter muito cuidado com as doenças.
“Pets que não saem de casa não precisam de proteção”: mito
Os tutores podem ter uma falsa sensação de segurança por achar que o pet não corre riscos ao não sair de casa. Mas, infelizmente, não é bem assim. Segundo a veterinária da MSD Sáude Animal, mesmo aqueles que vivem exclusivamente em ambientes internos continuam expostos aos parasitas, que podem ser trazidos pelos donos, visitas e outros animais.

“Apenas os animais levam parasitas para casa”: mito
Ainda que sejam os hospedeiros mais comuns, os cães e gatos não são os únicos. Para além disso, os outros “meios de transporte” não são só os humanos, mas também roupas, sapatos e bolsas. Dica da profissional: ao frequentar áreas externas, sempre verifique o próprio corpo e objetos antes de retornar pra casa.
“Pulgas se proliferam rapidamente”: verdade
Essa é uma verdade que merece bastante atenção. “Com alta capacidade de multiplicação, uma única fêmea pode colocar até 50 ovos por dia, e o ciclo de desenvolvimento leva cerca de 5 a 6 semanas a depender das condições”, alerta. Ou seja, em pouco tempo, o que antes era um pequeno problema, pode virar uma infestação incontrolável.
“Parasitas causam sérios problemas de saúde”: verdade
As doenças são o ponto de alerta quando se trata de pulgas e carrapatos. Algumas das doenças do carrapato, como a erliquiose e a febre maculosa, podem levar, inclusive, à morte. Portanto, os tutores não devem, de forma alguma, negligenciar um pet que está com parasitas — pois isso representa um risco para todos.

“O maior problema da infestação está concentrado no pet”: mito
Preocupantemente, a infestação visível no animal representa apenas 5% do total. Kathia lembra que as formas imaturas dos bichos, na verdade, ficam espalhadas pelo ambiente, como sofás, camas, pisos, tapetes e paredes. Mesmo que não esteja aparente, não significa que o problema acabou.
“É preciso usar produtos de proteção o ano inteiro”: verdade
Utilizar produtos antiparasitários mesmo quando não há infestação visível é o melhor método de prevenção, já que esse é seu principal papel. Com aplicação regular e orientação veterinária, é possível proteger os pets e evitar que o problema comprometa a saúde tanto dos animais, quanto dos humanos.
“A prevenção deve ser constante. Antiparasitários não são apenas tratamentos, mas ferramentas de proteção diária que mantém cães e gatos livres de pulgas e carrapatos, bem como de desconfortos e doenças”, reforça a veterinária.










