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Rara: espécie de água-viva gigante tem tentáculos que medem 10 metros
A água-viva fantasma gigante é uma espécie rara e surpreendente, com tentáculos que podem chegar a medir 10 metros de comprimento
atualizado
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As regiões mais profundas do oceano seguem sendo um motivo de mistério para a humanidade, já que estão entre os ambientes menos conhecidos do planeta. Devido a escuridão permanente e a pressão extrema da água, a exploração dessas áreas é dificultada, o que mantêm muitas espécies fora do alcance humano.
No entanto, de tempos em tempos, alguns registros raros revelam criaturas de grandes proporções — às vezes, até assustadoras. Uma dessas espécies gigantes voltou a chamar atenção recentemente: a água-viva fantasma gigante (Stygiomedusa gigantea), que causa estranhamento, principalmente, pelo tamanho e formato corporais.
Quase nunca vista
Apesar das dimensões impressionantes, essa água-viva foi registrada poucas vezes. O principal motivo é o habitat: regiões profundas, escuras e de difícil acesso para equipamentos de pesquisa. A espécie foi descrita pela ciência no início do século 20, mas o baixo número de observações limitou o avanço dos estudos.

Somente com tecnologias mais recentes foi possível ampliar o número de registros. Ainda assim, cada aparição continua sendo considerada rara. Seu traço mais chamativo são os quatro braços longos e achatados, que podem, surpreendentemente, passar de 10 metros de comprimento.
Diferente dos tentáculos finos de outras águas-vivas, essas estruturas largas lembram grandes fitas flutuando lentamente. Esse formato cria uma área extensa de contato, aumentando a chance de capturar alimento em ambientes onde a comida é escassa.
Outro aspecto intrigante sobre essa gigante dos mares é que ela não tem células urticantes, estrutura muito comum nesses animais. Essa anatomia leva os cientistas a crerem que ela tem um modo diferente de captura e defesa, o que a torna ainda mais complexa de estudar.

Um corpo entre os maiores já documentados
Além disso, a campânula, a parte superior do corpo, pode ultrapassar um metro de diâmetro, o que coloca a espécie entre as maiores águas-vivas conhecidas. A coloração varia entre tons de marrom avermelhado e amarelo ocre. Com a iluminação artificial de expedições, essas cores se destacam no escuro do oceano.
É justamente esse contraste de cores que facilita a identificação da Stygiomedusa gigantea em vídeos submarinos. Falando sobre fundo do mar, a espécie é associada, principalmente, a faixas entre 1.000 e 3.000 metros. Nessas camadas, a exploração ainda é bastante limitada.
Mesmo assim, há registros em profundidades menores, entre 80 e 280 metros. Esse tipo de aparição além de surpreender, sugere que elas podem circular por diferentes níveis do oceano.
