É o bicho!

Vídeo: gata comove a web ao visitar cadeira da tutora falecida

O vídeo, publicado no TikTok pela filha da tutora que faleceu, mostra a gata cheirando e se esfregando na cadeira

atualizado

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Christina Olivo/Arquivo
Gata e tutora que faleceu
1 de 1 Gata e tutora que faleceu - Foto: Christina Olivo/Arquivo

Quem já passou por um luto sabe muito bem que nem sempre ele se manifesta em forma de choro ou discursos longos. Às vezes, ele aparece em pequenos gestos, como a presença de um animal em um espaço que ainda guarda a memória de um tutor que partiu.

Foi esse tipo de silêncio que Christina Olivo registrou ao filmar Maggie, a gata de sua mãe falecida, se esfregando e cheirando uma cadeira que antes era da dona. No vídeo publicado no TikTok, a felina volta repetidamente ao móvel favorito da antiga tutora.

Com movimentos calmos, ela parece até procurar algo familiar. A cena simples, que já soma quase 4,5 mil curtidas e mais de 37 mil visualizações, tocou o coração de milhares de pessoas justamente por traduzir o luto sem palavras.

A decisão de acolher Maggie

“Estávamos de luto e tudo parecia incerto, mas acolher a Maggie era algo inegociável”, contou Christina a um portal americano. Para ela, cuidar da pet não foi uma escolha, mas um gesto natural de afeto e amor pela mãe.

Gata e tutora que faleceu
No vídeo, Maggie fica indo e voltando até a cadeira da tutora
“Acolhi a gata da minha mãe, Maggie, depois que ela faleceu no ano passado. Esta era a cadeira favorita dela. O luto é difícil para todas as filhas”, escreveu na legenda do vídeo.

Aos 42 anos, a filha humana explica que a decisão também foi influenciada por sua trajetória pessoal. Ela e a irmã gêmea, Anna, atuam como conselheiras voluntárias de adoção de gatos em uma associação na cidade de Nova York, nos Estados Unidos.

“Minha irmã gêmea e eu vemos com frequência membros da família trazendo os gatos de um ente querido que faleceu, em vez de mantê-los dentro da família”, disse. Quando viveram a própria perda, elas sabiam que não queriam repetir essa história.

Conexão que não morre

Para a mulher, Maggie simbolizava muito mais do que um animal que ficou após a morte da dona. “Ela representava continuidade, conforto e uma conexão viva com a mãe”, comentou ao lembrar que cuidar da gata deu sentido a um período marcado pela dor da perda.

Gata e tutora que faleceu
Christina Olivo, sua mãe e a irmã gêmea, Anna

Além disso, a relação foi construída por anos. Maggie chegou ainda filhote, levada para casa pelo irmão de Christina, e rapidamente se tornou inseparável da mãe, especialmente durante fases difíceis de saúde. A presença da gata ajudava a devolver leveza à rotina, mesmo nos dias mais pesados.

“Minha mãe criou um laço muito especial com a Maggie desde o momento em que ela chegou em casa”, lembrou.

A cadeira do vídeo também carrega memória. Comprada para acompanhar a mãe entre a Flórida e Nova York, era ali que ela descansava, observava Maggie brincar e vivia momentos tranquilos que hoje ganharam outro significado.

A dor da perda

Mesmo nos últimos dias de vida, Maggie esteve presente ao lado da tutora. A filha ainda lembra que a família conseguiu levar a gata ao hospital em um carrinho de bebê. “Minha mãe adorava vê-la correr pela sala e depois se aconchegar com ela.”

Gata e tutora que faleceu
Hoje, a gatinha vive com as filhas da tutora falecida

Após a morte, ver a felina voltar espontaneamente à cadeira trouxe emoções inesperadas. “Ver a Maggie atraída pela cadeira da minha mãe foi incrivelmente emocionante. Parecia que a presença da minha mãe ainda estava lá, de alguma forma silenciosa.”

A experiência também mudou sua forma de entender o luto, refletido no comportamento da bichana. Para ela, se os entes humanos podiam sentir a perda tão intensamente, era um lembrete de que Maggie também devia estar sentindo.

“Não compartilhei o vídeo esperando que ele alcançasse tantas pessoas. Eu só queria registrar um momento tranquilo e significativo que refletisse nossa experiência de luto”, disse sobre a publicação ter viralizado.

A repercussão da cena foi imediata. “Receber mensagens de pessoas desconhecidas que estavam sofrendo perdas semelhantes significou muito. Ver quantas pessoas compartilharam que haviam feito o mesmo por um membro da família ou um animal de estimação querido foi profundamente reconfortante”, concluiu.

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